A capital ucraniana, Kiev, foi bombardeada com um míssil hipersônico neste domingo (24). A força aérea ucraniana disse que o ataque envolveu 600 drones e 90 mísseis, dos quais 549 drones e 55 mísseis foram interceptados.
Ataques ocorreram próximos a prédios de governo, escolas, universidade e prédios residenciais deixando quatro mortos e 55 feridos. O exército russo negou ter visado civis e disse que havia atingido postos de comando do exército e da inteligência ucranianos. As informações são da AFP.
Retaliação
O presidente russo, Vladimir Putin, já havia anunciado publicamente a possibilidade de retaliação após ataques ucranianos em uma região do leste da Ucrânia que atualmente está ocupada pela Rússia. O ataque matou 21 pessoas no dormitório de uma escola profissionalizante.
O ataque ucraniano ocorreu na madrugada da última sexta-feira (22) e foi considerado um dos ataques mais mortais da Ucrânia, que negou ter como alvo civis, dizendo que atingiu uma unidade de drones russa estacionada na área.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse, na sexta-feira (22), que os responsáveis enfrentariam “punições inevitáveis e severas”.
Reação internacional
O ataque repercutiu na comunidade internacional. Os líderes europeus reagiram dizendo que o ataque mostrou o desespero da Rússia.
A presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou no X que o “terror contra civis não é força. É desespero”.
O presidente francês Emmanuel Macron ressaltou que os ataques sinalizaram “o beco sem saída da guerra de agressão da Rússia”. Já o chanceler alemão Friedrich Merz chamou o uso de mísseis ultrassônicos de “escalada imprudente”.
A possibilidade de fim da guerra, que dura mais de quatro anos fica ainda mais distante com a atenção de Donald Trump, que mediava a tensão, desviada para os ataques no Irã.

