Em Olinda (PE), professores denunciam não pagamento do piso salarial pela prefeitura e ameaçam greve

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Os professores da rede municipal de Olinda estão em estado de greve, estágio limite antes da paralisação das atividades. A categoria cobra da prefeita Mirella Almeida (PSD) o cumprimento do piso nacional da categoria, reajustado anualmente por lei federal. A decisão se deu por votação em assembleia realizada na sexta-feira (5), quando foi rejeitado o reajuste de 2,7% proposto pela gestão. Desde o fim de janeiro, o Ministério da Educação divulgou que o piso nacional dos professores em 2026 é de R$ 5.130,63 para profissionais com jornada de 40 horas semanais, um acréscimo de 5,4%.

O Sindicato dos Professores Municipais de Olinda (Sinpmol) está desde março em campanha salarial e buscando diálogo com a prefeitura, mas até o momento os trabalhadores ainda não receberam da gestão uma proposta de aumento que atenda ao cumprimento do piso federal. Além de oferecer apenas metade do reajuste nacional, a gestão municipal ainda não mostrou disposição de pagar o retroativo aos cinco meses decorridos, oferecendo pagar a diferença relativa a apenas um mês retroativo (maio). Na assembleia, a rejeição foi unânime. O Sinpmol representa cerca de 1.800 professores efetivos da rede pública municipal de Olinda, além dos aposentados.

A presidenta do sindicato, Márcia Vieira, afirmou que “a categoria não abrirá mão dos seus direitos”. “O reajuste do piso é lei e deve ser cumprido. Respeito, valorização e condições dignas de trabalho não são favores da prefeitura — são obrigações”, pontuou. Na assembleia foi definido um calendário de lutas e atividades dos professores. Os profissionais também denunciam casos de assédio moral no exercício do trabalho, falta de infraestrutura nas escolas, descumprimento de requisitos básicos da educação e o um suposto desmonte do plano de cargos e carreiras da categoria.

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