Na tarde desta quinta-feira, 30 de abril, a Polícia Federal no Maranhão recebeu uma representação criminal robusta e detalhada relatando possíveis irregularidades no destino de madeira de lei apreendida pelo IBAMA no município de Igarapé do Meio.
A denúncia, protocolada pelo portal de notícias Eixo do Poder, aponta indícios de que parte significativa da madeira, que deveria permanecer sob custódia legal, teria sido desviada e utilizada de forma irregular em propriedades privadas.

De acordo com o documento encaminhado à Polícia Federal, as informações têm como base apuração jornalística aprofundada e relatos de uma testemunha chave, que, segundo o material apresentado, teria participado diretamente da logística de transporte da madeira.
Entre os pontos destacados na denúncia:
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Parte do material teria sido levada inicialmente para um depósito localizado na área urbana do município;
- Em seguida, cargas teriam sido direcionadas para propriedades privadas, incluindo a residência de um agente político local;
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Há ainda relatos de que uma quantidade significativa foi encaminhada para uma fazenda na zona rural, onde teria sido utilizada na construção de cercas, currais, estruturas de telhado e até na produção de móveis rústicos;
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Outro volume expressivo teria sido armazenado em um depósito nas proximidades de uma usina de asfalto, supostamente ligada a um dos citados na denúncia.
A representação menciona como possíveis envolvidos: o ex-prefeito e atual secretário municipal José Almeida de Sousa; o ex-secretário de Meio Ambiente e atual vereador Dimas de Souza de Lima; e o atual vice-prefeito Leilson Magalhães Lopes.
Os citados são apontados na denúncia como possíveis beneficiários ou participantes do suposto esquema, hipótese que ainda deverá ser apurada pelas autoridades competentes.
O documento encaminhado à Polícia Federal indica que os fatos, em tese, podem configurar: crime ambiental, peculato (desvio de bem público), receptação, e possível associação criminosa.
A competência federal se justifica pelo fato de o material ter sido apreendido por um órgão federal, o que atrai a atuação da Polícia Federal.
Na representação, o denunciante solicita: a instauração de inquérito policial federal; a realização de buscas e apreensões em depósitos e propriedades rurais; vistoria in loco nos locais citados; e a exigência de documentação que comprove a origem da madeira utilizada. Também foi requerido o envolvimento do próprio IBAMA nas diligências.
O caso já vinha sendo acompanhado por meio de reportagens investigativas que revelaram o desaparecimento de grande volume de madeira apreendida, além de vídeos que mostram o que seriam servidores municipais realizando o carregamento do material.
Com o protocolo formal da denúncia, o episódio entra agora em uma nova fase, podendo evoluir para investigação oficial em âmbito federal.
A expectativa é que, nas próximas horas a Polícia Federal avalie a abertura de inquérito e a adoção das primeiras medidas investigativas.
Enquanto isso, o caso segue cercado de questionamentos e pode atingir diretamente figuras relevantes do cenário político local.

