A campanha Mãos Solidárias, impulsionada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), está com inscrições abertas para a sua segunda jornada de vivência no estado de São Paulo.
As inscrições para a atividade de formação popular podem ser realizadas diretamente pela internet, por meio de formulário digital disponibilizado pela organização.
O projeto busca mobilizar apoiadores e a sociedade civil para uma imersão teórica e prática com o objetivo de fortalecer as ações de solidariedade.
Em mensagem gravada em vídeo para as redes sociais, o dirigente nacional do MST, João Pedro Stédile, fez uma conclamação direcionada aos militantes que atuam na periferia de São Paulo e participam dos programas sociais do movimento, como o Mãos Solidárias e o “Sim, Eu Posso”.
“Venho aqui fazer uma conclamação porque soube que vocês farão um estágio de vivência lá numa área muito interessante, que é o nosso Centro de Agroecologia Paulo Kageyama, que fica lá em Jarinú, na Grande São Paulo”, destacou o dirigente.
Stedile ressaltou que a jornada cumpre a função pedagógica crucial de unificar a formulação teórica com a prática cotidiana do trabalho com a terra.
“Vai ser uma experiência muito bonita de vocês unirem teoria, interpretação e análise com a prática. Saber de onde saem os alimentos saudáveis e como nós podemos aumentar a produção de alimentos saudáveis para ir lá na cozinha solidária e para alimentar melhor nosso povo, para ele ter mais energia para a luta”, completou Stédile.
Junto à vivência, a programação contará com a abertura da Feira Mãos Solidárias, com início nesta próxima sexta-feira (26).
O espaço de comercialização reunirá a participação de produtores rurais da agricultura familiar, da economia solidária e assentados da reforma agrária, tendo como objetivo central fortalecer a ação de solidariedade e o diálogo direto entre o campo e a cidade.
A nova jornada dá continuidade à experiência bem-sucedida da primeira vivência realizada pela campanha em São Paulo, ocorrida em abril deste ano.
Na ocasião, o projeto abriu as portas para que os participantes pudessem formular análises conjuntas e compreender de perto a dinâmica de produção e organização do movimento popular.

