CPI do crime organizado aprova quebra de sigilo de empresa de Toffoli e convocações de Paulo Guedes e Campos Neto

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A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta quarta-feira (25), a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações, da qual Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) é sócio. A empresa recebeu pagamentos de fundo ligado ao Banco Master pela venda do resort Tayayá, no Paraná.

Ainda nesta quarta-feira, os senadores convocaram Paulo Guedes, ex-ministro da Economia, e Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, ambos do governo de Jair Bolsonaro (PL) – após votação apertada que precisou da manifestação de desempate do presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES). O atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também será ouvido.

A comissão aprovou ainda a convocação de José Carlos Dias Toffoli e do engenheiro José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do magistrado e sócios da Maridt; e o convite para que Viviane Barci de Moraes, companheira do ministro Alexandre de Moraes, explique suas relações com o Master. O escritório de advocacia em que ela é sócia firmou um contrato de R$129 milhões com a instituição financeira investigada.

Também nesta quarta-feira, a CPI do Crime Organizado decidiu convocar o banqueiro Daniel Vorcaro para explicar suspeitas de que o Banco Master tenha lavado dinheiro do PCC.

Quebra de sigilo

O requerimento para a quebra do sigilo da empresa de Toffoli, para o período de janeiro de 2022 a 8 de fevereiro de 2026, é de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que requer ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) “que se proceda à transferência dos sigilos bancário fiscal, telefônico e telemático, da empresa Maridt Participações S.A”, além do envio do Relatório de Inteligência Financeira (RIF) da companhia à comissão.

Dias Toffoli era relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Em 12 de fevereiro, ele deixou a relatoria, que atualmente está sob responsabilidade do ministro André Mendonça.

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