Mutirão da Defensoria Pública busca garantir vagas na educação infantil em Porto Alegre

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A falta de vagas na educação infantil ainda é uma realidade para muitas famílias em Porto Alegre e em outros municípios do Rio Grande do Sul. Para auxiliar responsáveis que não conseguiram matricular seus filhos na rede pública, a Defensoria Pública do Estado (DPE/RS) promove, na próxima sexta-feira (6), um mutirão de atendimento voltado ao encaminhamento de vagas em creches e pré-escolas.

A ação ocorre das 9h às 16h, no segundo andar do Mercado Público de Porto Alegre, no Centro Histórico da Capital. Organizada pelo Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente (Nudeca), a iniciativa contará com a atuação de defensores públicos e servidores da instituição. Durante o atendimento, as famílias poderão formalizar solicitações para garantir o ingresso das crianças em instituições públicas de ensino e, em caso de inexistência de vagas, buscar encaminhamento para a rede privada.

De acordo com a defensora pública Paula Simões Dutra de Oliveira, dirigente do Nudeca, o objetivo do mutirão é facilitar o acesso das famílias ao direito à educação infantil, etapa considerada fundamental para o desenvolvimento das crianças. Segundo ela, o ambiente escolar contribui não apenas para o estímulo ao aprendizado e à socialização, mas também para a proteção das crianças e para a garantia de segurança alimentar.

A defensora destaca ainda que estudos apontam que o fortalecimento da educação infantil é decisivo para as etapas posteriores da formação humana. Além disso, o acesso às creches e pré-escolas também permite que famílias organizem suas rotinas de trabalho e estudo com maior tranquilidade, sabendo que as crianças estão em um ambiente protegido.

Falta de vagas em diversas cidades do RS

Apesar disso, a oferta de vagas ainda está abaixo da demanda em diversas cidades do estado. Conforme Oliveira, os índices de atendimento, especialmente na etapa creche, ainda não atingem o mínimo previsto no Plano Nacional de Educação, que estabelece cobertura de pelo menos 50% da demanda.

“O movimento da Defensoria Pública é assegurar esse acesso e também instar o poder público para que as vagas sejam ampliadas dentro dos territórios com maior demanda”, afirma Oliveira.

Durante o mutirão, também haverá um espaço de acolhimento para crianças que acompanharem suas famílias. No turno da manhã, uma pedagoga realizará contação de histórias e atividades de entretenimento, iniciativa pensada a partir de experiências de anos anteriores, quando muitas famílias compareceram ao atendimento acompanhadas de bebês e crianças na primeira infância.

Para agilizar o atendimento, é recomendável que as famílias levem os seguintes documentos:

Certidão de nascimento da criança
RG e CPF do responsável
Termo de guarda (se houver)
Comprovante de residência
Carteira de trabalho do responsável
Contracheque do responsável
Comprovante de carga horária do responsável
Comprovante de inscrição na Secretaria Municipal de Educação (Smed), se houver
Negativa de vaga emitida pela Smed
Três orçamentos de creches particulares cadastradas na Smed, com valores para turno integral, intermediário e meio turno, em documento assinado e com CNPJ. As instituições devem estar localizadas a no máximo 2 km da residência da família
Comprovante do Bolsa Família, caso a família seja beneficiária

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