De acordo com a mídia estatal, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou, na madrugada desta quarta-feira (11), ter lançado sua “operação mais intensa e pesada” desde o início da guerra.
O Irã afirmou que seu ataque envolveu lançamentos de mísseis, incluindo o míssil balístico de longo alcance Khorramshahr, contra alvos em Israel e contra instalações americanas na região, informou a emissora estatal iraniana IRIB.
“Continuaremos nossos ataques sustentados com propósito e força, e na continuação desta guerra pensamos apenas na rendição completa do inimigo”, disse a Guarda Revolucionária Islâmica, acrescentando: “A guerra só terminará quando a sombra da guerra for removida de nosso país”.
Em uma coletiva de imprensa no Pentágono na terça-feira (10), o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que os EUA não cederão até que “o inimigo seja total e decisivamente derrotado”, acrescentando que isso será feito no cronograma dos Estados Unidos.
Na manhã de hoje, sirenes soaram no centro de Israel após as Forças de Defesa de Israel alertarem para o lançamento de mísseis do Irã. Não houve relatos de feridos.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

