Oscar: quais países mais levaram o prêmio de Melhor Filme Internacional

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O filme brasileiro “O Agente Secreto” chega à 98ª cerimônia do Oscar como um dos indicados ao prêmio de Melhor Filme Internacional, na expectativa de conquistar o “bicampeonato”.

A produção busca manter o título com o Brasil, que é o atual vencedor da categoria (anteriormente chamada de Melhor Filme Estrangeiro), após a vitória de “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, na edição passada.

No histórico da premiação, o país que mais venceu nessa categoria foi a Itália, que lidera com 14 estatuetas no total. O país registra 11 vitórias competitivas e três prêmios de honra entregues antes da oficialização da categoria.

Entre seus títulos premiados estão “A Estrada da Vida” (1956) e “Noites de Cabíria” (1957), ambos de Federico Fellini (1920-1993), que também venceu por “Oito e Meio” (1963).

Vittorio de Sica (1901-1974) é outro nome central, com vitórias por “Ontem, Hoje e Amanhã” (1964) e “O Jardim dos Finzi-Contini” (1971).

A França aparece na sequência com 12 prêmios (nove competitivos e três honorários), acumulando vitórias com produções como “Meu Tio” (1958), de Jacques Tati (1907-1982), e “O Charme Discreto da Burguesia” (1972), de Luis Buñuel (1900-1983).

O terceiro lugar em volume de vitórias pertence ao Japão, que soma cinco prêmios, sendo três honorários e dois competitivos. Akira Kurosawa (1910-1998) ganhou três deles, incluindo Melhor Filme Estrangeiro por “Rashomon” (1951) e “Dersu Uzala” (1975), além de um Oscar honorário pelo conjunto da obra em 1990.

Latinos na corrida

O cenário hispânico também se destaca na história da Academia. A Espanha tem quatro vitórias com diretores renomados, incluindo José Luis Garci por “Começar de Novo” (1982), Fernando Trueba por “Belle Époque” (1993), Pedro Almodóvar por “Tudo Sobre Minha Mãe” (1999) e Alejandro Amenábar por “Mar Adentro” (2004).

Já a Argentina detém dois prêmios, conquistados por Luis Puenzo com “A História Oficial” (1985) e Juan José Campanella com “O Segredo dos Seus Olhos” (2009).

Outras nações europeias registram sequências históricas de vitórias em anos consecutivos, como a Suécia, sob a direção de Ingmar Bergman (1918-2007) em “A Fonte da Donzela” (1960) e “Através de um Espelho” (1961), e a Dinamarca, com “A Festa de Babette” (1987), de Gabriel Axel (1918-2014), e “Pelle, o Conquistador” (1988), de Bille August.

10 países mais vitoriosos em Melhor Filme Internacional:

  1. Itália: 11 prêmios (mais 3 honorários)
  2. França: 9 prêmios (mais 3 honorários)
  3. Japão: 2 prêmios (mais 3 honorários)
  4. Dinamarca: 4 prêmios
  5. Espanha: 4 prêmios
  6. Alemanha: 3 prêmios
  7. Holanda: 3 prêmios
  8. Suécia: 3 prêmios
  9. U.R.S.S. (União Soviética): 3 prêmios
  10. Argentina: 2 prêmios

Outros países que ganharam

Áustria (2), Suíça (2), Tchecoslováquia (2), Irã (2), Hungria (2), Brasil (1), México (1), Polônia (1), Canadá (1), Chile (1), Coreia do Sul (1), Rússia (1), África do Sul (1), Argélia (1), Bósnia e Herzegovina (1), República Tcheca (1), Alemanha Ocidental (1), Costa do Marfim (1), Taiwan (1) e Reino Unido (1).

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