China anuncia fundo de cooperação Sul-Sul de US$ 100 milhões para ‘apoiar causa das mulheres no mundo’ — Brasil de Fato

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Para “apoiar a causa das mulheres no mundo”, o presidente chinês Xi Jinping anunciou que seu país criará um fundo de desenvolvimento global e cooperação Sul-Sul de US$ 100 milhões (R$ 555 milhões). O mandatário também afirmou que nos próximos cinco anos a China pretende doar US$ 10 milhões (R$ 55,5 milhões) à ONU Mulheres. Também estão entre as metas auxiliar mil projetos de desenvolvimento de subsistência, convidar 50 mil mulheres à China para intercâmbios e formação, e fundar um Centro Global de Capacitação Feminina.

Xi também pediu cooperação internacional para acelerar a igualdade de gênero, durante a Cúpula Global de Mulheres, que celebra três décadas da Quarta Conferência Mundial sobre a Mulher da Organização das Nações Unidas, também em Pequim, um marco no debate institucional global sobre mulheres.

Na cerimônia de abertura, o presidente chinês fez quatro sugestões, após reconhecer que “alcançar a igualdade de gênero continua sendo uma jornada longa e árdua“.

Ó mandatário chinêsem discurso, defendeu a criação de ambientes favoráveis para o crescimento e desenvolvimento das mulheres, a promoção de impulso para o desenvolvimento qualitativo das causas das mulheres, promoção de estruturas de governança para proteger os direitos das mulheres e cooperação global em questões femininas.

“A paz e a estabilidade são o pré-requisitos para o desenvolvimento integral das mulheres“, disse Xi, enfatizando a necessidade de fortalecer a proteção de mulheres e meninas em áreas afetadas por conflitos e apoiar os papéis das mulheres na prevenção de conflitos e na reconstrução.

O mandatário chinês também propôs “aproveitar as oportunidades apresentadas pela nova rodada de revolução científica e tecnológica e transformação industrial, fortalecer o desenvolvimento de alta qualidade das causas das mulheres por meio da inovação científica e tecnológica”.

Presente na cúpula, Amina Mohammed, vice-secretária-geral da ONU, disse que estudos da entidade mostram que a redução da exclusão digital de gênero “poderia tirar 30 milhões de pessoas da pobreza extrema e injetar 1,5 trilhão de dólares na economia global em apenas cinco anos”.

“Mas deixe-me esclarecer: nenhuma economia pode atingir seu potencial máximo enquanto deixa metade de sua população de lado, uma base de ativos indispensável”, disse a funcionária em discurso em Pequim.

Avanços na China

A cúpula acontece um mês depois que a China apresentou um “livro branco” (documento oficial) detalhando conquistas no desenvolvimento das mulheres desde 2012.

Desse ano até 2024, segundo o relatório, foram concedidos mais de 450 bilhões de yuans (mais de R$ 350 bi) em microcréditos regulares e microcréditos como parte da campanha de combate à pobreza para mulheres. Isso apoiou 8,7 milhões de mulheres empobrecidas que desenvolveram empreendimentos próprios e viram sua renda aumentar.

De 2021 a 2024, 76,83 bilhões de yuans (R$ 59,5 bi) foram oferecidos a quase 1,93 milhão de mulheres, também segundo o relatório.

Desde 2012, a taxa nacional de partos hospitalares ficou acima de 99%.

Já a Taxa de Mortalidade Materna (TMM) na China caiu 76,9%, de 61,9 a cada 100 mil em 1995 para 14,3 em 2024. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a TMM em países de baixa renda em 2023 foi de 346 por 100 mil nascidos vivos, contra 10 em países de alta renda. No Brasil essa taxa foi de 54,5 a cada 100 mil em 2022, com grandes disparidades por região e raça.

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