A cerimônia do Oscar, marcada para as 20h de domingo (15), deve coroar uma temporada histórica para O Agente Secreto. Integrante do elenco do longa brasileiro, Gabriel Leone estará em Los Angeles para acompanhar a premiação, à qual o filme chega com quatro indicações: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator, para Wagner Moura, e Melhor Direção de Elenco. “A expectativa é muito grande”, disse o ator ao Bem Viver, programa do Brasil de Fato, ao comentar a ida à cerimônia.
Leone afirmou que, para além do desempenho de O Agente Secreto, o que mais o mobiliza é fazer parte de “esse momento tão especial do nosso cinema”. Na avaliação do ator, o país vive uma reconexão entre público e produção nacional, com filmes brasileiros despertando um entusiasmo raro. Segundo ele, as pessoas passaram a falar de cinema nacional “com uma excitação que a gente vê em Copa do Mundo”.
Para o ator, esse movimento não se resume a festivais e grandes premiações internacionais. Ao falar sobre o atual ciclo do audiovisual brasileiro, ele associou o momento a uma “cultura se reerguendo depois de tanta porrada”, depois de anos de ataques ao setor. Leone também afirmou se sentir “muito feliz e orgulhoso” por participar de uma fase em que o Brasil volta a projetar seus filmes para o mundo sem perder a conexão com o público de casa.
Nascido no Rio de Janeiro, em 1993, Gabriel Leone construiu carreira entre o teatro, a televisão, o streaming e o cinema. Ganhou projeção nacional em novelas e séries, como Verdades Secretas e Velho Chico, e ampliou a presença no audiovisual nos últimos anos com trabalhos como Dom, Senna e Ferrari. Antes disso, porém, sua trajetória já passava pelos palcos, onde começou ainda jovem.
Em O Agente Secreto, Leone interpreta Bobbi, um assassino de aluguel. Ao refletir sobre o personagem, o ator disse que figuras como essa “nunca deixaram de existir no Brasil” e associou o papel a formas de violência política e social que atravessaram a ditadura militar e continuam presentes no país. Na entrevista, ele avalia que o filme de Kleber Mendonça Filho, embora ambientado em 1977, também traz o presente ao espelhar comportamentos autoritários, preconceitos e práticas de violência que seguiram à margem ou ganharam nova legitimidade nos últimos anos.
Ao mesmo tempo em que acompanha a campanha de O Agente Secreto, Leone está em cartaz em São Paulo com Hamlet – Os sonhos que virão, dirigido por Rafael Gomes. A montagem reúne outra coincidência simbólica com o filme que o leva ao Oscar: Wagner Moura, indicado por O Agente Secreto, também já encenou Hamlet e assina, ao lado de Aderbal Freire-Filho e Bárbara Harrington, a tradução usada na peça protagonizada por Leone.
Hamlet também marca presença indireta na própria disputa do Oscar deste ano. Além de O Agente Secreto, concorrem à estatueta filmes como Hamnet e Valor sentimental, obras que, por caminhos distintos, dialogam com o universo shakespeareano e recolocam o texto em circulação no cinema contemporâneo. A coincidência reforça uma ideia destacada por Leone na entrevista: a de que Hamlet é um clássico que atravessa gerações sem envelhecer, capaz de reverberar de modo renovado em diferentes linguagens, épocas e contextos históricos.
Em cartaz no histórico Cine Copan, prédio histórico no centro da capital paulista, o espetáculo traz à tona a discussão sobre a reocupação de espaços abandonados. Para Leone, encenar Shakespeare em uma sala que será revitalizada confere à peça um sentido que transcende o palco. O ator defendeu a reativação de equipamentos culturais, vinculando esse movimento ao direito à cultura e ao fortalecimento da consciência crítica nacional.
Na conversa com o Bem Viver, Gabriel Leone falou sobre a expectativa para o Oscar, o “clima de Copa” em torno de O Agente Secreto, a permanência da violência política no Brasil, a atualidade de Hamlet e a importância de reabrir cinemas e outros espaços públicos de cultura. Confira na íntegra:
Brasil de Fato: Hamlet é uma peça já montada inúmeras vezes no Brasil e no mundo. O próprio Wagner Moura já a encenou. O que há de singular na montagem de vocês, inclusive nesse subtítulo, Os sonhos que virão, e na parceria com Rafael Gomes?
Gabriel Leone: A parceria com o Rafael é onde esse projeto nasce. A gente se encontrou em 2018 para fazer um filme, Meu Álbum de Amores, que ele dirigiu. No primeiro café que tivemos juntos, conversamos sobre teatro. Eu já admirava o trabalho dele e comentei sobre Hamlet. Falei que era um sonho meu desde que comecei a trabalhar como ator, essa vontade de um dia encarar esse Everest.
Quando eu disse isso, ele respondeu: “Também é meu sonho montar”. O Rafael tem essa vontade de trazer os clássicos de volta. Naquela época, ele tinha recém-montado Um Bonde Chamado Desejo, uma montagem linda. E ali já nasceu uma das maiores singularidades da nossa peça: a ideia de fazê-la em um espaço alternativo, que não fosse um teatro. Em São Paulo, há muitos cinemas abandonados incríveis, e esse conceito já existia havia anos.
Ao longo desse tempo, fizemos o filme juntos, ficamos muito amigos, muito parceiros, e seguimos conversando até encaixar as agendas e encontrar o espaço ideal. A primeira singularidade é o Cine Copan. Sem querer soar pretensioso, essa montagem já nasce marcante, acima de tudo, pelo espaço. Gostando ou não, é um Hamlet feito no Cine Copan, um espaço histórico da cidade de São Paulo, dentro de um prédio histórico desenvolvido por Niemeyer, um cinema para mil pessoas.
A história desse cinema também é muito forte. Ele chegou a virar igreja durante alguns anos e, depois da nossa peça, vai voltar a ser cinema. Acho que isso torna o espaço muito único. Ele é lindo, tanto pela arquitetura quanto pelo estado em que está servindo à nossa peça. A ruína em que se encontra é o nosso cenário principal. Mais do que cenário, virou um personagem da peça. Todo mundo que entra aqui arregala os olhos, porque você passa pelo Copan, vê uma fachada discreta, entra no hall e não imagina o que vai encontrar. Quando sobe a escada e vê o tamanho disso, a estrutura, o jeito que as coisas estão, é um susto.
A nossa montagem se apropria desse espaço como cenário. A luz aqui dentro é espetacular, um capítulo à parte. A encenação, a forma como o Rafa se apropriou do espaço, também. Acho que o segundo ponto que torna a nossa montagem única é a tentativa de aproximar a peça do público em todos os níveis.
Isso começa pela escolha da tradução. A que a gente escolheu é a do Wagner Moura, feita por ele, por Aderbal Freire-Filho e por Bárbara Harrington. Quando o Wagner fez a montagem dele, inclusive me deu em mãos o livro com a tradução e foi um dos caras que mais me incentivou a fazer esse personagem, porque foi um processo transformador na vida dele. E a tradução deles já tinha essa proposta de aproximação. Hamlet foi escrita em 1600 e pouco, num inglês daquela época, mas Shakespeare era um autor popular, escrevia no inglês que se comunicava com as pessoas do seu tempo. As traduções que tentam manter esse nível de formalidade acabam deixando a peça muito rebuscada. Então, essa versão aproxima a linguagem sem perder a complexidade nem a poesia do texto.
Num segundo passo, vem a adaptação do Rafael Gomes e do Bernardo Marinho, que deixa a peça mais ágil, mais enxuta, mais essencial. A gente pega uma obra que originalmente dura quatro ou cinco horas e faz em duas horas, direto, sem intervalo. Há cenas paralelas acontecendo ao mesmo tempo, o que traz ainda mais dinâmica ao espetáculo.
E, numa última instância, está a minha interpretação, a escolha que a gente fez desse Hamlet. É um personagem onipresente, que fala, sei lá, dois terços da peça, e que está fisicamente inserido na plateia. Aquele cantinho ali, aquela cadeira branca, é onde faço a maioria dos solilóquios, muitas vezes mais perto até do que a gente está agora.
A escolha de interpretação que construí foi justamente para que a plateia viva essa jornada do Hamlet com ele, do ponto de vista dele. É um convite para que as pessoas pensem comigo, raciocinem comigo, sintam comigo. Ou seja, é literalmente se aproximar do espectador. E a gente tem escutado coisas muito bonitas, de pessoas que saem dizendo que, pela primeira vez, tiveram um entendimento maior da peça ou dos principais solilóquios. São textos tão bonitos, profundos e importantes, mas, às vezes, quando ficam apenas no lugar das palavras e do jogo de linguagem em cena, a conexão se perde. A nossa ideia era essa: trazer o Hamlet para perto das pessoas. E tem sido uma delícia esse processo.
Vocês acham que têm conseguido fazer as pessoas sonhar com “os sonhos que virão”?
Os sonhos que virão é uma frase inserida no solilóquio do “ser ou não ser”. E a gente, num pequeno spoiler, desloca esse solilóquio de lugar na peça. Tiramos do início do terceiro ato e levamos para o final do terceiro ato. Com isso, há uma mudança significativa na carga emocional que ele tem.
Esses “sonhos que virão”, no contexto da peça, são os sonhos pós-morte. É disso que Hamlet está falando. A grande questão ali é o sonhar. Sonhar aparece quase como um problema dentro daquele contexto. O que eu acho que a gente tem conseguido fazer, e essa sempre foi a nossa ideia, pelo retorno que vem chegando, é fazer as pessoas se conectarem com a essência do Hamlet, com a essência do que Shakespeare queria e escreveu nessa peça.
Claro, cada um tem a sua interpretação, cada um tem o seu sonho. Mas é muito bonito, muito gratificante, ver as pessoas saindo com essas palavras, com essas frases, com algumas das imagens que a gente constrói, ficando na cabeça. E, por que não, ficando também nos sonhos. Tem sido uma alegria receber esse retorno.
Você está em cartaz com Hamlet e, ao mesmo tempo, integra o elenco de O Agente Secreto, que disputa o Oscar ao lado de outros filmes que também dialogam com Shakespeare, como Hamnet e Valor sentimental, em que a protagonista interpreta Hamlet. Por que esse texto atravessa tantas gerações e permanece atual? O que faz de Hamlet uma obra tão forte ainda hoje?
Estamos falando de uma peça escrita em 1600 e pouco, mas que continua sendo talvez uma das mais montadas e revisitadas. Acho que Shakespeare tinha uma capacidade fascinante de escrever personagens com uma complexidade humana muito grande. Quando você destrincha esses personagens, quando a pessoa que está assistindo consegue se conectar com essas múltiplas camadas, isso é muito emocionante, porque ela se identifica em muitos pontos, empatiza em muitos pontos.
E acho que Hamlet é um desses personagens mais complexos, mais humanos que ele escreveu, com seus erros e acertos, com suas dores e delícias, com seus valores e defeitos. Para mim, enquanto ator, é maravilhoso, não só pelo desafio da quantidade de texto e pela exigência física de quase não sair de cena, mas por mergulhar em todas essas camadas da complexidade humana que Hamlet atravessa ao longo da peça. Acho que isso torna esse personagem e essa peça tão revisitados.
Também é muito bonito perceber como um clássico se encaixa e reverbera em cada época em que é montado.
Outra coisa que a gente tem escutado é de pessoas que assistiram a outras montagens de Hamlet, inclusive a do Wagner, quase 20 anos atrás, além de outras mais antigas e dos filmes, e agora veem a peça de outra forma, com o olhar de hoje, no mundo de hoje. Ver essas relações de outra forma, principalmente as figuras femininas dessa peça, foi uma questão primordial para nós.
Sem alterar o texto, pensamos em como essas figuras femininas estariam em cena, se posicionariam, reagiriam ao Hamlet. E isso bate de maneira diferente nas pessoas. Mesmo sendo esse personagem humano, falho, que em muitos momentos vai provocar crítica e incômodo, em outros vai despertar compreensão e sensibilidade. Isso é maravilhoso. A gente está entrando em contato com as plateias de hoje, do mundo de hoje, e provocando essas reflexões que a peça já carrega em si.
Você vai se afastar uma semana da peça para participar da cerimônia do Oscar com O Agente Secreto. Como está a expectativa para esse momento?
A expectativa é muito grande. Infelizmente, vou ficar uma semana longe da peça. Meu parceiro que faz o Horácio, o Felipe Frazão, vai assumir o Hamlet na semana que vem por conta do Oscar, porque eu vou estar lá participando desse momento tão especial do nosso cinema.
Eu costumo dizer que, para além de O Agente Secreto, que modéstia à parte acho um grande filme e acho muito merecido tudo o que está acontecendo com ele desde Cannes, fico muito feliz e muito orgulhoso de fazer parte desse momento do cinema nacional. São dois anos em que temos visto uma safra de filmes muito importantes, muito contundentes.
Claro que o reconhecimento de festivais e grandes premiações é muito importante, mas também tem sido muito importante ver essa reconexão do público brasileiro com o cinema nacional. Ainda Estou Aqui fez mais de 6 milhões de espectadores, O Agente Secreto mais de 2 milhões. As pessoas estão falando sobre filmes nacionais com uma excitação que a gente vê, sei lá, em Copa do Mundo. Isso é muito emocionante.
São dois anos seguidos de o Brasil resgatar a sua potência artística, se reconectar com o público brasileiro e, por consequência, com o mundo afora.
Quando a gente pensa que o Brasil está sendo indicado dois anos seguidos não só a melhor filme internacional, mas a melhor filme, com dois filmes falados em português, feitos no Brasil, dois filmes sobre a história do Brasil, é muita coisa. Estamos falando de dois anos em que temos filmes figurando entre os melhores do mundo. Isso é muito importante. É um fortalecimento, é uma cultura se reerguendo depois de tanta porrada, de uma forma muito bonita.
O Brasil é esse país enorme, cheio de potências, talentos e diversidade. Eu me sinto muito feliz e muito orgulhoso de fazer parte desse momento. Espero que a gente siga assim, crescendo e se fortalecendo cada vez mais.
No Brasil de Fato, acompanhamos movimentos populares que enfrentam até hoje violências herdadas da ditadura. Em O Agente Secreto, seu personagem chama atenção justamente por encarnar uma violência paraestatal, ligada ao Estado, mas também particular, que segue presente no Brasil. Como foi a reflexão para fazer esse personagem?
Como ator, busco sempre criar figuras o mais complexas possível e escolher projetos que tragam essa profundidade. No caso do ‘Bobbi’, em O Agente Secreto, por mais que ele tenha esse lado terrível e tenebroso — sendo um assassino de aluguel com conexões perigosas —, o Kleber (Mendonça Filho) insere, de forma inteligente, uma relação ambígua com a dupla que o acompanha. Ele parece ter o ‘rabo preso’ com aquele homem; há uma dinâmica de padrasto, uma questão mal resolvida com a mãe… Enfim, isso não é revelado explicitamente, mas complexifica o personagem, tirando-o daquela chave maniqueísta do ‘bom contra o mau’.
O filme se passa em 1977, e o Kleber sempre ressaltou isso: embora a trama ocorra na ditadura, a palavra jamais é mencionada. Diferente de obras mais contundentes, ele foca na atmosfera e em pessoas comuns vivendo aquele período. Ao não marcar o tema de forma direta — ainda que saibamos que ele está lá — e ao conectar a memória aos dias de hoje, o diretor estabelece, na minha opinião, um paralelo claro com o que vivemos recentemente no Brasil.
Personagens como o ‘Bobbi’ nunca deixaram de existir. Eles sempre estiveram aqui, mas de forma velada, ‘debaixo do tapete’. No governo anterior, tudo isso transbordou e passou a ser legitimado: a violência, a agressividade e o preconceito tornaram-se mais evidentes do que nunca. Passamos a ver pessoas endossando um governo que, por sua vez, também validava esses comportamentos. Não acho que surgiram novos ‘Bobbis’; as máscaras apenas caíram e esse tipo de conduta passou a ser incentivado.
Há uma fala de Hamlet que diz que o propósito do teatro é colocar um espelho diante da natureza: ‘mostrar à virtude sua própria face, ao vício sua própria imagem e a cada época seu verdadeiro corpo’. Acredito que podemos expandir isso para a arte como um todo. Quando fazemos um filme como este, ambientado em 1977, estamos falando também do presente. O ‘Bobbi’ é um personagem que espelha, infelizmente, muitos comportamentos e muitas pessoas que estão ao nosso redor hoje.
Nesse período recente, a classe artística também se manifestou para além dos palcos. Você foi um dos artistas que se posicionou abertamente. Como vê esse papel?
Acho que, dentro da democracia, cada um tem o direito de se manifestar e de se colocar da maneira que bem entende, inclusive de não se manifestar. Mas, uma vez que a gente tem alcance, uma voz enquanto artista, ainda mais hoje com as redes sociais, com um alcance virtual que é inimaginável em números, acho que está nas nossas mãos poder contribuir da forma em que acreditamos, para aquilo em que acreditamos.
Eu sigo dessa forma. Não sigo uma cartilha do que tenho que fazer, de como tenho que fazer, com que intensidade ou periodicidade. Eu faço quando sinto necessidade, quando me identifico com alguma situação, quando aquilo fala mais alto para mim, quando me sinto no dever de me colocar do jeito em que acredito. Sem obedecer a uma cartilha.
Mas, sem sombra de dúvida, acho que isso é muito importante. É um canal direto que a gente tem e que pode usar não para manipular as pessoas ou forçá-las a nada, mas para, assim como fazemos com nossos projetos artísticos, chamar as pessoas à reflexão. Num mundo de fake news, o mais importante é tentar estimular o senso crítico.
Você falou do simbolismo deste espaço. O Agente Secreto passa por cinemas de rua, como o Cinema São Luiz, em Recife (PE). Outro filme do Kléber Mendonça, Retratos Fantasmas, aborda essa temática de forma brilhante, e aqui vocês ocupam um cinema abandonado que depois voltará a funcionar como cinema. Qual a importância de retomar espaços culturais e do acesso da classe trabalhadora à cultura?
Como mencionamos, passamos por anos em que a cultura e os artistas foram combatidos, taxados de inimigos ou aproveitadores de recursos públicos. No audiovisual, setor do qual faço parte, há uma fragilidade histórica na proteção do nosso mercado. Com a ascensão do streaming, por exemplo, a regulamentação tornou-se urgente para fortalecer nossos profissionais e as nossas histórias.
Infelizmente, vimos um movimento severo de fechamento de cinemas e teatros de rua, convertidos em espaços sem alma artística. Por isso, encenar Hamlet em um local que resiste e que voltará a ser cinema é uma das minhas maiores alegrias; é um movimento de contracorrente. Estar no coração de São Paulo, em um cinema de rua dentro de uma galeria, torna esta montagem ainda mais singular.
Torço para que isso se multiplique. A cultura é o pilar da identidade de uma nação e da formação de seus cidadãos. Em um ano de eleição, ver a produção brasileira fortalecida é vital para o pensamento crítico. Como diz o Wagner (Moura), um país sem cultura é um país que não se conhece. Fortalecer esse setor não é um ganho apenas para nós, artistas, mas para toda a população.
Precisamos montar peças em outros cinemas abandonados para que eles sejam recuperados?
A gente está fazendo um movimento de ocupação aqui que acho legítimo, importante, fundamental. Que isso siga acontecendo, que mais espaços artísticos sejam ocupados, reabertos e criados. É o que eu mais espero.
E tem mais…
Na edição deste sábado (14), o Bem Viver traz também quadrinhos e resistência. Conheça os quadrinistas do Norte que transformam arte em denúncia para proteger os rios Tapajós, Madeira e Tocantins.
Em Minas Gerais, o trabalho fundamental do Instituto Waita na proteção da nossa biodiversidade.
Direto da China: Como o trabalho coletivo no condado de Rongjiang está erradicando a pobreza e transformando a vida no campo.
E a Gema Sotto ensina uma receita afetiva de Bolo de Coco para adoçar a sua semana.
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