Bolsonaro melhora função renal, mas piora inflamação e não tem previsão de alta da UTI

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O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital DF Star em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral. Novo boletim médico, divulgado neste domingo (15), indica que ele está clinicamente estável e teve melhora da função renal. Bolsonaro teve, no entanto, elevação dos marcadores de inflamação no sangue e precisou ampliar o uso de antibióticos.

O boletim informa ainda que Bolsonaro segue com suporte clínico intensivo e com intensificação da fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta da UTI neste momento.

Bolsonaro deixou a prisão na Papudinha, em Brasília (DF), após apresentar calafrios e vômitos na última sexta-feira (13). O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.

Por ocasião da internação, o hospital informou que ele deu entrada após apresentar quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

Prisão domiciliar

Na sexta-feira, os familiares e apoiadores de Jair Bolsonaro se mobilizaram em jejum e orações a partir da meia-noite, com encerramento às 6h de sábado (14).

Em vídeo publicado nas redes sociais logo pela manhã, o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, agradeceu aos apoiadores que realizaram o jejum pela saúde do pai. “Ontem eu tinha visto ele abatido, estava com a voz fraca, não estava conseguindo se equilibrar”, diz o senador, que ressalta a gravidade do quadro. “Essa foi a vez que mais encheu o pulmão dele.”

No vídeo, Flávio conta que a crise de soluço que acomete o ex-presidente faz com que ele aspire líquidos, lançados para o pulmão, provável causa da broncopneumonia.

A nova internação reacendeu o debate sobre seu pedido de prisão domiciliar, solicitado pela família do ex-presidente e por aliados. O argumento é que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ignora a gravidade do quadro de saúde ao manter Jair em regime fechado.

Moraes, por sua vez, argumenta que o presídio oferece atendimento médico adequado para suas comorbidades. Além disso, o STF apontou risco de fuga e o descumprimento anterior de medidas cautelares, como a tentativa de vandalizar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda.

Por unanimidade, a Primeira Turma do STF decidiu, em 5 de março, negar novo pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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