O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) irá colaborar com iniciativas de cooperação em saúde e ações de solidariedade voltadas ao povo cubano. O tema foi debatido em reunião do dirigente do MST João Pedro Stedile com a vice-ministra da Saúde de Cuba, Tânia Hernández.
Eles trataram de iniciativas de ajuda humanitária e discutiram os impactos do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos há mais de seis décadas, que dificulta o acesso do país a medicamentos, insumos hospitalares e tecnologias essenciais para o sistema de saúde.
“Como parte da solidariedade internacionalista, o MST vem organizando ações de apoio ao povo cubano, contribuindo com iniciativas que buscam amenizar os efeitos do bloqueio e fortalecer a cooperação entre os povos da América Latina”, aponta postagem do movimento no Instagram.
Cuba, com 9,6 milhões de habitantes, enfrenta uma forte crise econômica, agravada pela brusca suspensão, em janeiro, do fornecimento de petróleo pela Venezuela, após o sequestro de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, e o bloqueio petrolífero que Washington impõe à ilha. Nos últimos meses, apagões e escassez de alimentos têm se intensificado na ilha caribenha.

Missão solidária
O encontro faz parte da missão organizada pela Assembleia Internacional dos Povos (AIP), composta por lideranças de movimentos populares e partidos políticos de cinco continentes que realizam visitas a Cuba e à Venezuela em ações de solidariedade aos povos desses países.
“Viajamos a Cuba e à Venezuela não como observadores, mas como companheiros em solidariedade”, afirmou Stedile ao Brasil de Fato. A missão teve início no dia 9 de março e termina neste domingo (15).
Além de representantes do MST, a delegação conta com integrantes do Partido pelo Socialismo e Libertação (PSL), dos Estados Unidos; do Partido Socialista da Zâmbia; do movimento italiano Poder para o povo; da Articulação Continental de Movimentos Sociais e Populares (Alba Movimentos); e do Instituto Tricontinental.

