Uma decisão judicial elevou nesta quarta-feira (18) a tarifa da Light para 16,69%, suspendendo o reajuste anterior de 8,59% aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na semana passada.
A medida tem caráter imediato.
Segundo a Aneel, a distribuidora havia ingressado com um mandado de segurança para que a agência não utilizasse créditos de PIS/COFINS em benefício da modicidade tarifária.
Com o parecer, fica suspensa a decisão da diretoria da agência de reverter o reajuste de 2026 (R$ 1,04bi).
O acréscimo para consumidores residenciais B1 ficou em 14,58%. Já os clientes de alta tensão vão pagar 21,35%, em média, enquanto a classe de clientes de baixa tensão terá reajuste de 14,74% em média.
Em nota, a Aneel afirmou que a Advocacia Geral da União (AGU) irá interpor recurso contra a decisão tomada em primeira instância, buscando restabelecer a decisão da diretoria da agência, além de resguardar o direito dos consumidores da Light.
A distribuidora atende cerca de 4,3 milhões de unidades consumidoras de energia elétrica em 31 municípios do Rio de Janeiro.

