Espetáculo de dança Lumiar inicia circulação gratuita e ocupa três territórios do Recife

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O Recife recebe, entre os meses de março e abril, a circulação gratuita do espetáculo de dança Lumiar, solo da artista recifense Marina Mahmood que propõe uma experiência cênica imersiva ao articular corpo, natureza, música ao vivo e audiovisual. Com apresentações em três territórios distintos da cidade, no Centro, na Zona Sul e na Zona Norte, o projeto ocupa tanto equipamentos culturais quanto espaços públicos ao ar livre, convidando o público a vivenciar uma espécie de ritual contemporâneo que investiga as relações entre presença, ancestralidade e reconexão com o ambiente natural.

A estreia acontece neste domingo (22), no Teatro do Parque, no bairro da Boa Vista, a partir das 18h, com sessão acessível em Libras e audiodescrição. Em seguida, o trabalho segue para a comunidade do Bode, no Pina, no dia 27 de março, e encerra a circulação no Jardim do Baobá, nas Graças, no dia 10 de abril. Em todas as datas, além da apresentação do espetáculo, o público poderá acompanhar a exibição de videodanças, ampliando a experiência artística para além da cena ao vivo.

Criado e performado por Marina Mahmood, Lumiar parte da dança em diálogo com elementos naturais, especialmente o fogo, para investigar estados de presença e dimensões que atravessam o humano, o animal e o simbólico. A obra se constrói como um acontecimento sensorial que ganha novos contornos a cada apresentação, já que a trilha sonora é executada ao vivo pelos músicos Iezu Kaeru, na bateria, e Diego Drão, nos teclados, em uma relação direta de improvisação com o movimento.

A proposta se aproxima de um encontro coletivo. A cena evoca a imagem de uma fogueira simbólica, criando um espaço de escuta e partilha, onde o público é convidado a acessar memórias, sensações e afetos. Nesse contexto, a arte aparece como uma possibilidade de reconexão e transformação, tanto individual quanto coletiva.

A circulação também se desdobra em ações formativas realizadas previamente com estudantes da rede pública estadual, fortalecendo o diálogo entre arte, educação e território. Uma das iniciativas foi a Oficina de Videodança, com 30 horas de duração, voltada a alunos do ensino médio do Ginásio Pernambucano, em Santo Amaro. Ministrada por Marina Mahmood e Iezu Kaeru, a atividade resultou em produções audiovisuais criadas pelos próprios estudantes.

Outro eixo do projeto envolveu Oficinas de Multimídia com alunos da Escola de Referência em Ensino Médio Martins Junior, no bairro da Torre. Com carga horária de 12 horas, os encontros foram conduzidos por Marina Mahmood e Caio Dornelas e culminaram na produção de vídeos e fotografias que passam a integrar a programação das apresentações.

Os trabalhos desenvolvidos nas oficinas, junto à videodança “Corpo Onírico”, também dirigida por Marina Mahmood, são exibidos ao final de cada sessão, ampliando o protagonismo juvenil e valorizando processos criativos coletivos.

A circulação de Lumiar é viabilizada por meio de incentivos públicos, como o Sistema de Incentivo à Cultura do Recife e a Política Nacional Aldir Blanc, com apoio de instituições e equipamentos culturais da cidade.

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