O Recife se prepara para um fim de semana em que a música atravessa estilos, gerações e territórios culturais. Neste sábado e domingo (28 e 29), a Praça do Arsenal da Marinha, no Bairro do Recife, será tomada pelo Festival de Jazz do Recife, que integra as comemorações pelos 489 anos da cidade e aposta em uma programação gratuita, diversa e conectada à economia criativa.
A programação musical do festival aposta em um diálogo amplo entre linguagens. Jazz e blues se misturam à música instrumental, à tradição erudita e a expressões da cultura popular brasileira, como bossa nova, frevo e maracatu, reunindo artistas de diferentes regiões do Brasil e também do cenário internacional.
No sábado (28), as atividades começam às 15h com apresentações que aproximam o jazz de manifestações populares, como Mobile Jazz e os Mestres do Frevo, além dos grupos Maracatu Nação Erê, Maracatu Leão Coroado de Araçoiaba e o bloco lírico O Bonde. Às 17h, o Grande Encontro dos Mestres do Jazz e Frevo reúne instrumentistas e maestros como Léo Gandelman, Marcelo Martins, Joabe Reis, Maestro Spok, Edson Rodrigues, Ademir Araújo e Luciano Magno. A noite segue com shows de Ana Cañas e Derico, Arthur Plilipe, Claudette King e Bruno Marques, Chico Oliveira, além do encontro entre Rosas Passos e Léo Gandelman.
No domingo (29), a programação começa às 16h, com apresentações intercaladas pelo DJ 440 e shows de Trio Corrente e Joabe Reis. Às 17h, sobem ao palco Prado Brothers, que convidam Tia Carol, além de Wilson Sideral. O encerramento do festival, às 19h, fica por conta do grupo O Teatro Mágico, conhecido por unir música, poesia e elementos performáticos.
Realizado em um dos cartões-postais mais simbólicos da cidade, o festival ocupa um espaço urbano projetado pelo paisagista Roberto Burle Marx e recentemente revitalizado, reforçando a vocação do Recife Antigo como polo de convivência, turismo e fruição cultural.
Como extensão dessa proposta, a Feira Maré Cultural acontece paralelamente na Rua do Bom Jesus, reunindo cerca de 60 operações entre gastronomia e artesanato. A feira amplia a experiência do público ao valorizar a produção local e incentivar práticas de economia criativa, conectando cultura, consumo consciente e geração de renda.
Com curadoria da Secretaria de Turismo e Lazer do Recife, o festival dá continuidade a uma trajetória recente que já ocupou espaços como o Parque Santana, em 2024, e o Cais da Alfândega, em 2025.

