“Ele quase me matou e foi solto”, diz mulher agredida por Major da PM

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O major aposentado da Polícia Militar Ricardo Azevedo da Silvasuspeito de violência doméstica, foi solto após passar por audiência de custódia na tarde deste domingo (29), em São Paulo.

Em entrevista à CNN Brasila jornalista Sônia Nogueira, esposa do major, disse que está com medo.

“Ele foi preso em flagrante no local. O que me preocupa no momento é que ele recebeu liberdade provisória na audiência de custódia hoje”, diz Sônia.

O major, de 54 anos, foi preso na noite de sábado (28), em Santo André, no ABC Paulista, sob suspeita de violência doméstica e de desacatar os policiais que atenderam à ocorrência.

A Polícia Militar informou que foi acionada, por volta das 20h30, para um caso de violência doméstica. Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram a vítima trancada em um quarto com a filhamenor de idade. A mulher relatou aos policiais que foi mordida no rosto pelo companheiro e que ele tentou estrangulá-la.

Segundo a polícia, o major apresentou sinais de embriaguez.

“Ontem, vivi um episódio de violência física grave. Durante uma discussão, o Ricardo — Major Ricardo Silva — me agrediu com esganadura e uma mordida no rosto. Só estou aqui agora porque minha filha de 13 anos teve a coragem de intervir e acionar a polícia”, contou a jornalista.

O caso foi registrado como violência doméstica, lesão corporal, injúria, ameaça e desacato no 2º Distrito Policial de Santo André.

Vi a morte de perto e minha única saída foi pedir ajuda assim que subi no quarto com minha filha.

Sônia Nogueira

Sobre detalhes de sua relação com o PM, Sonia prefere que os detalhes sejam apresentados no fórum adequado da Justiça e da Corregedoria, para não prejudicar o processo.

“O foco agora é garantir que essa tenha sido a última vez que ele teve a oportunidade de me ferir ou de traumatizar minha filha”, diz Sônia.

A jornalista espera garantias de que as medidas protetivas de urgência serão respeitadas pelas autoridades.

“Meu foco absoluto agora é o bem-estar e a segurança da minha filha, que está muito abalada com o que presenciou”, completa.

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