‘Quarto mandato determinará como Lula entrará para a história’, avalia biógrafo Fernando Morais

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As livrarias de todo o país já contam com o volume número 2 da biografia Lula, escrita por Fernando Morais, jornalista, escritor, biógrafo premiado, autor de diversos livros, como A Ilha, Olga, Chatô e o Rei do Brasil.

A obra foi lançada pela editora Companhia das Letras e destaca a participação do petista nas eleições presidenciais que disputou, enquanto o primeiro volume joga mais luz ao período de infância, juventude e formação política do atual presidente do Brasil. 

Ao Conversa Bem Viver, Morais, que acompanha de perto a trajetória de Lula, afirma que o atual presidente já pode ser considerado o político mais importante de nossa história. “Hoje, estou convencido de que, mesmo antes do quarto mandato, o presidente Lula já ocupa o papel de político mais importante que tivemos desde a Proclamação da República”, afirma. 

Sobre as expectativas com as eleições de 2026, o escritor enfatiza que está convicto sobre a reeleição do presidente e que acredita que o quarto mandato irá imprimir a marca de Lula que entrará para a história. 

“Tenho uma expectativa subjetiva, baseada na interpretação do comportamento dele nos três mandatos, de que este quarto mandato — que estou certo que ele ganhará este ano — será a escolha da porta da história pela qual ele quer entrar. Será o seu último mandato; ele não poderá mais se candidatar e deixará a presidência com 85 anos. O julgamento que a história fará de Lula certamente se concentrará neste último período”, explica. 

Confira a entrevista completa:

Brasil de Fato: O lançamento do segundo volume da biografia acontecer perto das eleições foi intencional?

Fernando Morais: Na verdade, o fato de termos decidido — a editora e o autor — fazer em três volumes e não em um só, ocorreu, primeiro, porque daria um “tijolo” de 1,5 mil páginas, o que assustaria o leitor, além de ficar muito caro. As pessoas não têm o hábito ou o costume de adquirir e ler livros exageradamente grossos. Essa foi a primeira razão para termos dividido o livro.

Depois, houve essa demora. Eu tinha planejado publicar antes o volume 2, mas estamos com uma demanda nos Estados Unidos — quando digo “nós”, refiro-me a mim e à editora — que consiste em uma pesquisa sobre os registros do presidente Lula existentes nos órgãos de inteligência e segurança norte-americanos. O que reivindiquei foi do período que vai de 1975, quando ele é eleito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, até 2018, quando ele é preso por determinação do ex-juiz Sérgio Moro.

A minha expectativa e a da editora era que incluíssemos essa relação de registros dele nos órgãos de segurança americanos já neste volume que está circulando hoje. Para que o espectador tenha uma ideia, a única coisa que conseguimos até agora foi a informação de que existem 819 documentos relacionados ao presidente Lula em praticamente todos os 16 órgãos de inteligência norte-americanos.

Só o informe do Comando Cibernético do Exército dos Estados Unidos totaliza 50 páginas. Um único informe sobre o Lula tem 50 páginas, e eles apenas informaram a quantidade de documentos, recusando-se a abri-los. Então, estou com uma demanda na justiça americana. 

Fiz um recurso administrativo que não deu certo, então sigo com uma demanda judicial para receber esses documentos. Como estava demorando muito, decidimos lançar o livro agora, independentemente de publicar ou não esses documentos, que provavelmente serão incluídos no volume 3. Portanto, é uma mera coincidência o fato de o livro estar circulando no mês de março de um ano eleitoral, às vésperas das inscrições para as disputas das eleições de 2026. Antes mesmo que o Partido Comunista Brasileiro se interessasse pelo Lula, a CIA já estava interessada nele.

São momentos bem distintos entre o volume 1 e o volume 2 do biografado. O primeiro, apesar de trazer bastante da prisão e de todo o contexto político de 2018, foca na infância, juventude e formação política. Já este segundo momento trata sobre ele disputando “as cabeças”, as eleições que perdeu e, por fim, a eleição que veio a ganhar em 2002. O Lula atual, de 2026, presidente brasileiro, às vésperas de se candidatar à reeleição, está mais próximo de qual dos dois Lulas: o do volume 1 ou do volume 2?

Certamente mais próximo do volume 2. Há alguns dados e informações interessantes. Descobri, por exemplo, que essa aliança mais ao centro, que ele só acabou concretizando em 2002 ao convidar José Alencar — industrial e presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais — para ser seu vice, era um projeto que ele já alimentava desde 1994. 

Fui investigar os bastidores da eleição de 94 e descobri que houve um namoro, um flerte, entre ele e outro industrial com experiência política: Tasso Jereissati. Na época, Tasso era presidente nacional do PSDB e o Lula chegou a montar uma chapa com ele, na qual Lula seria o candidato a presidente e Tasso o vice. Acabou não dando certo porque veio o Plano Real. 

Fernando Henrique Cardoso, que era Ministro da Fazenda do Itamar Franco, correu paralelamente com a equipe econômica e o Plano Real obteve sucesso entre a população, esmagando a perspectiva de fazer aquela aliança.

Na eleição seguinte, em 1998, Lula novamente queria fazer uma aliança mais ao centro, mas acabou sendo forçado pelo partido a chamar Leonel Brizola para sua chapa — uma composição mais “sangue puro”, que não deu certo. Fernando Henrique ganhou no primeiro turno. 

Outra coisa que mostra que a estratégia de Lula era não tentar uma chapa puro-sangue é que, em 1994, ele já havia tentado atrair Duda Mendonça para ser o marqueteiro da campanha. Duda era um publicitário estigmatizado como malufista e de direita. Lula tentou trazê-lo, mas o partido vetou — a democracia interna do PT é levada a sério. O convite só se concretizou em 2002, ano em que ele convidou Alencar e a estratégia funcionou. 

Ele se elegeu pela primeira vez; um operário eleito presidente da República sem ter que fazer grandes concessões. Se você observar a “Carta ao Povo Brasileiro”, que foi uma tentativa de romper o muro imposto pelo mercado e pelas instituições financeiras à candidatura, verá que era apenas um documento. José Dirceu foi aos Estados Unidos negociar com a equipe do presidente Bush e, embora houvesse o compromisso de não fazer um governo marxista ou estatizar o sistema financeiro, aquilo era apenas a palavra dele sendo empenhada. Ele acabou fazendo um governo com características populares.

Em 2026, Lula disputará contra a extrema direita — uma vertente cada vez mais violenta no discurso, que não tem pudor em utilizar fake news e afrontar qualquer legislação. Parece-lhe que seja o momento de o presidente Lula voltar a ser aquele “presidente raiz” do período pré-94 ou da chapa puro-sangue?

Eu não sou cientista político nem sociólogo; não me considero qualificado para fazer uma análise política técnica. Mas, ao mesmo tempo, sou um jornalista que cobriu política a vida inteira. Sou político, fui deputado e secretário, então acumulei alguma experiência. Acho que, se o presidente Lula optasse por lançar uma candidatura “mais raiz”, mais “PT pré-94”, seria um presente para a extrema direita, pois é exatamente isso que eles querem. Na verdade, o que os beneficiaria seria extremar a polarização existente hoje no Brasil.

Tanto que a própria direita está tentando lançar candidatos de “terceira via” ou “lavar” a biografia de nomes como Flávio Bolsonaro, dizendo que ele não é tão radical. Lançaram agora a candidatura de Ronaldo Caiado — imagine a que ponto chegamos, de Caiado ser considerado um candidato de centro. Isso mostra que a manutenção da aliança do presidente Lula com o vice-presidente Geraldo Alckmin é a estratégia mais adequada para ganhar as eleições. 

Se fosse para marcar posição ou estabelecer apenas horizontes utópicos sobre a sociedade com a qual sonhamos para nossos netos, tudo bem, faria sentido radicalizar. Mas se o objetivo é ganhar a eleição e impedir a volta da extrema direita ao poder, a política adotada por Lula está correta. Falo isso com distanciamento honesto, pois nunca fui filiado ao PT. É uma opinião que tenho como autor e como alguém que acompanhou as quatro eleições disputadas por ele: a que perdeu para Collor, as duas para Fernando Henrique e a que ganhou em 2002.

Acompanhamos as reivindicações de movimentos sociais, principalmente o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), que vem cobrando bastante — especialmente nesta segunda metade do terceiro mandato —, alegando que Lula está cada vez mais distante de pautas que sempre protagonizou, como a reforma agrária. Parece-lhe que ele está se distanciando dessa base que o formou politicamente?

Não me parece que ele esteja se distanciando de sua base política. O fenômeno que observo é que o PT envelheceu; o partido não renovou seus quadros políticos. As alternativas que o PT tem hoje são pessoas da geração do Lula — que é a minha geração, temos praticamente a mesma idade. Não houve renovação, ou houve muito pouca, o que é uma característica comum aos movimentos populares brasileiros. Se você observar o desenvolvimento das organizações populares, há pouca renovação; os quadros são os mesmos de 15 ou 20 anos atrás.

Particularmente, tenho uma expectativa subjetiva, baseada na interpretação do comportamento dele nos três mandatos, de que este quarto mandato — que estou certo que ele ganhará este ano — será a escolha da porta da história pela qual ele quer entrar. Será o seu último mandato; ele não poderá mais se candidatar e deixará a presidência com 85 anos. O julgamento que a história fará de Lula certamente se concentrará neste último período. 

Não é casualidade: se você observar o Getúlio Vargas do último mandato — aquele que ele não conseguiu terminar devido à pressão da direita que o levou ao suicídio —, verá o Getúlio nacionalista. Existem três “Getúlios”: o revolucionário de 1930, o ditador do Estado Novo de 1937 e o nacionalista de 1950, da Petrobras e da Companhia Siderúrgica Nacional, comprometido com a soberania. Como acho que há uma analogia inevitável entre o desempenho de Lula e de Getúlio Vargas, estou convencido de que este quarto mandato será o que marcará sua entrada definitiva para a história do Brasil.

Você já considera o presidente Lula o maior político da história do Brasil?

Já considero. Eu sou getulista; tenho o busto de Getúlio Vargas na parede da minha casa. Algumas pessoas acham isso contraditório porque o espectador consegue ver ao fundo um cartaz da Olga Benário — aliás, fui eu quem revelou a tragédia de Olga, e existe um assentamento do MST com o nome dela no Pará. 

Apesar disso, eu estava convencido, até pouco tempo atrás, de que Getúlio tinha sido o homem público mais importante do Brasil desde Dom Pedro 2º. Hoje, estou convencido de que, mesmo antes do quarto mandato, o presidente Lula já ocupa o papel de político mais importante que tivemos desde a Proclamação da República.

Lula sempre foi notório na política internacional e, no momento, ele não poupou palavras ao ser uma das primeiras lideranças a condenar o genocídio em curso na Palestina. Contudo, temos visto algumas críticas em relação à solidariedade a Cuba. Você já esteve lá muitas vezes, encontrou-se com Fidel e escreveu A Ilha. Na sua opinião, falta mais presença do presidente Lula no que diz respeito à solidariedade a Cuba?

Não sei se poderia concordar com isso. Acho que a história dos governos de Lula é uma história de solidariedade à Revolução Cubana. Para que os espectadores tenham uma ideia, a obra mais relevante da história da Revolução Cubana, o Porto de Mariel, foi financiada pelo Brasil via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). 

Cuba está pagando as prestações regularmente e cumprindo os compromissos. O porto é uma parceria que mostra o grau de confiança. Além disso, o Brasil sempre votou contra o bloqueio econômico dos Estados Unidos e não há intervenção de Lula em que ele não denuncie esse bloqueio.

Há poucas semanas, no encontro da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) em Bogotá, ele foi o primeiro a denunciar a agressão norte-americana contra a Venezuela e a pressão contra Cuba. As notícias recentes são menos assustadoras: ontem atracou em Cuba um petroleiro russo que ultrapassou a barreira da Marinha norte-americana com 100 mil toneladas de petróleo. Chegaram também dois cargueiros chineses com alimentos, e o Brasil tem contribuído com mantimentos. 

Se você perguntar a um cubano comum nas ruas sobre a solidariedade brasileira, a impressão é absolutamente positiva. O Brasil é solidário dentro dos limites impostos pelo jogo de xadrez internacional. Não acho justo atribuir ao governo Lula um desinteresse por Cuba neste momento de dificuldades graves.

O apoio a Cuba deve ser incondicional para quem tem solidariedade no coração. Eu próprio tomei a iniciativa de ir à internet fazer um apelo, inspirado pelo MST. Os companheiros da direção do MST me propuseram a intervenção. Pedi que as pessoas doassem pelo menos R$ 200,00 e mil pessoas doaram. Levantamos R$ 200 mil para adquirir medicamentos para Cuba. Isso não é apenas uma iniciativa pessoal, mas um eco da posição formal do governo brasileiro.

Alguma página do terceiro volume da biografia já está escrita?

Ainda não. Estou na fase de lançamento do volume 2. Já tenho dezenas de entrevistas feitas que serão utilizadas no volume 3, mas ainda há trabalho pela frente. Temos alguns meses antes que eu volte às livrarias com o terceiro volume.

Nada do que o presidente Lula faça em um eventual quarto mandato pode convencê-lo a escrever um quarto livro?

Não, porque o presidente Lula disse que viverá 130 anos. Se eu for esperar os mandatos seguintes, não escrevo mais nada; teria que me dedicar exclusivamente a ser um “lulista profissional”. Com o terceiro volume, pretendo encerrar minha aventura lulista.

Conversa Bem Viver

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