Na próxima terça-feira (7) data que marca o aniversário de Vilma Espín, figura revolucionária cubana, a Marcha Mundial das Mulheres (MMM) lança uma iniciativa global de 24 horas de solidariedade feminista em apoio às mulheres cubanas e à sua resistência revolucionária.
A ação convoca movimentos feministas e organizações aliadas de todo o mundo a se unirem em um gesto de apoio contínuo, com o objetivo de se estender por todos os fusos horários, a ideia é que ocorram atividades descentralizadas simultaneamente ao meio-dia em cada território.
Há décadas, Cuba enfrenta um bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos e uma persistente agressão do país imperialista. Essas pressões têm um impacto significativo na vida cotidiana da população, especialmente sobre as mulheres, que desempenham um papel crucial na sustentação das comunidades e na manutenção da resistência em um cenário de crescentes dificuldades.
Além da mobilização simbólica, a MMM no Brasil juntou-se à Campanha Brasileira de Solidariedade a Cuba, que visa arrecadar medicamentos e painéis solares. O objetivo é atenuar os efeitos do bloqueio, que se intensificaram com as medidas da administração de Donald Trump, especialmente no setor energético.
A campanha, coordenada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), é fixa e busca recursos para a compra e envio aéreo de medicamentos essenciais, além de pressionar o governo brasileiro para o envio de petróleo e outros suprimentos, importantes para a sobrevivência da população e o funcionamento de serviços básicos na ilha.
Recentemente, a rede de apoio na América Latina ganhou força. Uma caravana composta por parlamentares, sindicalistas e estudantes brasileiros participou de uma articulação internacional, com a previsão de enviar mais de 20 toneladas de produtos, incluindo alimentos, medicamentos, itens de higiene e equipamentos para serviços essenciais. O governo brasileiro também anunciou, no início de março, o envio de alimentos e insumos agrícolas para Cuba.
O México tem sido um ator fundamental nesse esforço, o país já enviou quatro envios de ajuda humanitária. A presidenta Claudia Sheinbaum reiterou o apoio contínuo de seu governo e a busca por diálogo entre Havana e Washington. A Marinha mexicana tem acompanhado brigadas internacionais em embarcações menores para garantir a segurança durante a travessia.
Outro marco recente foi a chegada do primeiro barco da flotilha Nuestra América em Havana, no final de março. A embarcação de pesca Maguro, rebatizada simbolicamente de Granma 2.0, completou uma travessia de cinco dias pelo Caribe, partindo do porto de Progreso, em Yucatán, no México. A bordo, 32 pessoas de 11 países diferentes enfrentaram condições meteorológicas adversas, incluindo ventos fortes, correntes marítimas e problemas elétricos, que causaram atrasos na chegada, como noticiou o Brasil de Fato.
O carregamento da flotilha inclui 30 toneladas de alimentos, medicamentos e produtos de higiene, além de 73 painéis solares, essenciais para aliviar a crise energética que assola o país caribenho. O manifesto da missão convoca o apoio internacional para “romper o cerco, salvar vidas e defender a causa da autodeterminação de Cuba”.
O estrangulamento energético contra Cuba foi agravado em 29 de janeiro, quando Donald Trump impôs novas sanções na área energética, declarando “emergência nacional” e acusando o país de representar uma suposta “ameaça incomum e extraordinária” à segurança dos Estados Unidos.
A intenção é impor novas tarifas a países interessados em vender petróleo à ilha, visando asfixiar o fornecimento energético. A campanha do MST de arrecadação de fundos para medicamentos aceita doações via PIX, com o valor mínimo de R$ 200,00, que são direcionados ao Instituto Cultivar, parceiro do MST, para a compra e envio aéreo dos insumos. Para fazer uma doação, é só clicar este link.

