Nike negocia contrato exclusivo para bola da Champions League

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A Nike está em negociações exclusivas para se tornar a nova fornecedora oficial de bolas para todas as competições de clubes masculinos da União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), de acordo com um comunicado divulgado nesta quinta-feira (9) pela UC3, a joint venture entre a Uefa e a European Football Clubs.

O contrato pertencia à rival Adidas há 25 anos e seria uma vitória para a Nike em meio aos esforços para reverter a situação financeira da empresa.

Mas analistas apontam que “não seria uma solução milagrosa” para uma companhia cujos principais problemas estão relacionados “à falta de produtos inovadores”.

“Estou cético de que isso tenha um impacto significativo no curto prazo, mas provavelmente ajudará no médio prazo”, declarou Drake MacFarlane, analista da M Science.

O contrato teria duração de 2027 a 2031, de acordo com o comunicado da UC3. A Nike já havia conquistado da Adidas o contrato para se tornar a fornecedora oficial da Federação Alemã de Futebol (DFB).

A Nike não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários.

A Adidas confirmou em comunicado que não renovará o contrato com a UEFA, afirmando estar “orgulhosa de ter criado a linha de bolas mais icônica de todos os tempos”.

A Nike tem enfrentado dificuldades nos últimos anos, com a estagnação no lançamento de novos produtos e a concorrência de empresas menores, como a Hoka, da On and Deckers, que conquistaram espaço nas prateleiras. O CEO Elliott Hill, nomeado em 2024, prometeu redobrar o foco da Nike em esportes tradicionais, incluindo o futebol.

A Champions League, principal competição de clubes da UEFA, tem uma audiência de cerca de 1,2 bilhão de pessoas, segundo o relatório anual da UEFA para a temporada de 2024-2025.

Mas os principais problemas da Nike estão na China — onde as vendas caíram dois dígitos por vários trimestres consecutivos.

“Não existe patrocínio que resolva os problemas da Nike”, apontou o analista da Morningstar, David Swartz. “Há concorrentes que se saem bem com patrocínios esportivos mínimos. A Nike ainda precisa de produtos únicos e funcionais para impulsionar as vendas”, argumentou.

O valor do acordo, considerando todas as competições, poderia praticamente dobrar, chegando a mais de 40 milhões de euros (cerca de US$ 46,70 milhões) por ano, informou o Financial Times nesta quinta-feira (9), citando uma fonte familiarizada com o assunto.

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