‘É importante mulheres pretas retomarem protagonismo no samba’, diz rainha de bateria

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Quitéria Chagas, rainha de bateria do Império Serrano com 26 anos de Marquês de Sapucaí, foi uma das mulheres sambistas que se mobilizou pela aprovação do Dia Nacional da Mulher Sambista.

Instituída no ano de 2024, a Lei 14.834 consolidou o dia 13 de abril como marco de valorização das mulheres no mundo do samba. A data foi escolhida em homenagem ao nascimento de Dona Ivone Lara (1921-2018), conhecida como “a grande dama do samba”.

Quitéria, que também é atriz e psicóloga, afirmou, em entrevista ao programa Conversa Bem Viver, da Rádio Brasil de Fato, que a lei é importante como mecanismo de reparação. Entre outras questões, ela lembra que, no surgimento das escolas de samba, mulheres não podiam assinar as atas como fundadoras — o que acabava sendo feito por seus maridos.

“Quando entrei no Império, eu tive o prazer de conhecer a Neide (Coimbra), que foi a primeira mulher presidente da escola. Ela que fez essa questão, junto com o governo, da mudança da ata para incluir o nome da Tia Eulália, que foi uma das fundadoras do Império. Cada uma foi abrindo o caminho para poder fazer essa luta”, conta.

A rainha de bateria também destacou que há um desequilíbrio entre as mulheres famosas que se tornam rainhas de bateria e as mulheres que são da comunidade. Segundo ela, as primeiras se valem de uma estrutura profissional e de visibilidade que as rainhas que surgem na comunidade não têm.

Quitéria também relatou como aproveita a visibilidade que tem como rainha de bateria para dar voz à cultura do samba e lutar pelo protagonismo das mulheres pretas de raiz das escolas.

Leia a entrevista completa:

Brasil de Fato: Dia 13 de abril se celebra o Dia Nacional da Mulher Sambista, data que marca o nascimento de Dona Ivone Lara, e a senhora tem uma relação próxima com o legado dela. Foi uma das mobilizadoras, inclusive, para que fosse aprovado, de fato, o marco histórico.

Quitéria Chagas: Sim, tive o prazer e a honra de ter a presença dela na Quadra do Império Serrano, eterna dama do samba e figura muito emblemática, não só para todos, mas na minha construção como mulher, como personalidade do samba também, porque a gente aprende muito com os antigos. Quando eu entrei no Império, no início do ano 2000, eu tive o prazer de recebê-la, ter o contato dela, ter as palavras dela para mim. É uma pessoa muito simples, mas tinha aquela soberania com que ela entrava na quadra, abria aquele clarão, era uma nobreza e uma simplicidade ao mesmo tempo incontestável.

E a questão da lei, o argumento, que foi um dos primordiais para eles aprovarem, é que as mulheres antigamente não assinavam as atas das fundações das escolas de samba, eram os maridos. A mesma coisa que aconteceu com a dona Ivone em relação à composição.

E só poucos historiadores do mundo do Carnaval é que conhecem (a história), fica muito oculto.

Eu sempre quis fazer questão de dar voz às histórias e às coisas da nossa cultura, muitas delas que não vão para as grandes mídias.

Foram os sambistas da depressão que procuraram o Chico D’Angelo, que era deputado federal na época, para fazer essa lei.

Foi em uma época do governo Bolsonaro, que é complexo, porque foi aprovada por unanimidade, mas ele engavetou e só foi acionada a lei no governo Lula. E é uma lei que faz uma reparação histórica. Porque várias mulheres fundaram escolas de samba e não eram nem citadas na ata. É uma luta. Até hoje a gente luta muito. 

Brasil de Fato: O samba é um ato de resistência da população negra, o que não significa que ele também não é atravessado por questões como machismo. É importante ressaltar a importância do samba, mas também muito importante que essas figuras, como a de Dona Ivone Lara e a sua, consigam fazer com que as rodas de samba sejam cada vez mais inclusivas, permitam mulheres compositoras, instrumentistas, Teresa Cristina fala muito sobre isso.

Quitéria Chagas: E a gente tentar uma equidade, não só dos espaços, mas do financeiro, porque a remuneração é bem inferior. O homem sempre têm aquela questão profissional, até no samba mulher tem um financeiro menor, em todos os lugares. E também tem a questão da raça. O branco ganha mais do que o preto, aquela coisa. 

Como rainha, eu sempre luto pela questão de valorizar essa personalidade (da rainha), que já virou uma das protagonistas do espetáculo, mas não é remunerada, isso é interessante. E as rainhas foram umas das primeiras a estarem na base das escolas de samba, igualmente as porta-bandeiras. Nós não somos novas como a grande mídia diz: “Ai, rainha é um cargo novo”. Não, isso é uma mentira, uma falácia, um erro histórico, inclusive, porque existem achados históricos das primeiras rainhas, a primeira até então que temos é do Império Serrano em 1950, que era mulher preta e ficou invisibilizada. A história está toda atravessada e toda errada, e a gente reconta e tenta fazer com que de alguma forma encontre uma maneira de equilibrar, de reparar isso, fazer com que essas profissionais do samba tenham mais valor também. Esse corpo preto que resiste para existir através da dança, que é uma dança genuína — e que por mais que você faça aula de dança, você não consegue copiar a essência do samba de uma mulher preta raiz, é algo muito genuíno.

E eu me inspiro muito na Dona Ivone, ainda mais por tê-la conhecido, e nessa geração tentar dar continuidade, tentar falar e tentar quebrar outras barreiras de outras maneiras. Eu até lancei um livro contando a minha história, de uma rainha, porque ninguém conta na história também. E a nossa história, das pessoas do samba, acaba ficando muito oralizada. Então eu escrevi esse livro e conto um pouco a história de algumas rainhas e a minha trajetória, de me tornar passista, rainha de bateria, psicóloga, doula, enfim, esse mix, que nós mulheres somos muitas. 

Brasil de Fato: Nesse contexto, te pareceu um pouco chato o jeito que a Virgínia Fonseca apareceu no Carnaval na Grande Rio? Te pareceu algo que a gente precisa refletir ou o samba pode incluir todas essas outras figuras? 

Quitéria Chagas: O samba, no início, o movimento negro que criou, era uma coisa só para os pretos, esse modelo escola de samba, rancho carnavalesco. No Quilombo, para confrontar a alta sociedade e a burguesia, esses pretos pós-abolição criaram a estrutura escola de samba. Então tinha uma competição, enquanto as áreas nobres faziam aqueles ranchos portugueses com trajes de corte, a pretitude veio e criou as escolas de samba com o mesmo traje. Então pensa, pós-abolição, uma porção de preto, vestido de longo, fino, linho, era um impacto social, isso foi uma agressão na época.

Depois de um tempo, para poder abrir o financeiro, eles começaram a abrir para outras pessoas da sociedade. Com isso, o Carnaval virou uma identidade da cultura brasileira, nós criamos uma proposta brasileira que trouxe a identidade do Brasil. O Brasil, antes do samba, não tinha identidade. Ele era uma projeção da cultura europeia, era outra coisa, e os africanos, a pretitude que criou essa questão e hoje a gente tem uma cultura que é genuína, que é a nossa identidade. E essa abertura, não tem como agora você retroceder, fechar e bloquear e falar “olha, vamos ser excludentes”.

Essa é a importância do carnaval, que imprime a cultura brasileira que é diversa e plural. Então, eu não tenho como ser completamente contra a, b, c ou d. Existem escolas que têm uma logística que é diferenciada, tipo a Grande Rio, que sempre colocou artistas. Um dia pode ser que algumas escolas mudem? Pode ser. A minha questão é equilibrar, ter a maior quantidade de rainhas, sambistas, raiz, passistas, musas, personalidades com protagonismo. Agora o pós-pandemia foi resgatado, isso é importante. Mas eu acredito que com o tempo, a própria sociedade está começando a impor — com os cancelamentos e os questionamentos — e vai começar a reduzir o espaço de protagonismo dessas personalidades e retornar as mulheres raízes pretas do samba, e isso é importante. Nós ficamos décadas sendo invisibilizadas — por mais que a nossa cultura tenha criado tudo —  e excluídas.

Eu lembro que quando eu entrei em bateria só tinha eu e a Raíssa na Beija-Flor. Por alguns anos só tinha nós duas no grupo especial. Hoje em dia nós temos várias. Mudou muito. 90 foi o pior ano, completamente comercial, que só tinha uma rainha de bateria preta, um negócio meio doido.

A gente também tem que se preocupar com quem entra no samba. Se a pessoa tem uma vertente que faz coisas que não condiz com a cultura, por que tem que estar ali? Então, o questionamento social é sempre válido e importante. E é o que nos defende também, como profissionais.

Nem todos os profissionais podem bater de frente. Eu bati de frente muito, ainda bato. Fui a primeira rainha a ser contra a venda do cargo. E eu fiz com o objetivo, e graças a Deus o samba me acolheu. Os dirigentes também entenderam a proposta e agora as pessoas já estão pensando. Eu sempre falei sobre essa questão de virar quesito. Creio que a rainha já era para ser quesito, já faz tempo. Porque isso faz com que profissionalize, tenha o contrato. Isso melhora a imagem do carnaval. Quanto mais se profissionalizar é melhor. Valoriza a mulher do samba.

Brasil de Fato: E pensando na situação do samba hoje, é importante compreender que, se foram as mulheres as fundadoras do samba, do carnaval, é importante que elas também tomem lugares de decisão, certo?

Quitéria Chagas: É verdade, as mulheres, no grupo especial, de mulher negra tem a Guanayra Firmino (presidente da Estação Primeira de Mangueira) e a Cátia Drummond, que é a presidente da Imperatriz (Leopoldinense), são só duas mulheres.

Quando entrei no Império, eu tive o prazer de conhecer a Neide (Coimbra), que foi a primeira mulher presidente da escola. Ela que fez essa questão junto com o governo da mudança da ata para incluir o nome da Tia Eulália, que foi uma das fundadoras do Império. Cada uma foi abrindo o caminho para poder fazer essa luta.

Eu falo sobre as rainhas porque todo mundo vê o brilho, luxo nas mídias, mas não sabe o sufoco que é para estar ali. E a maioria tendo que pagar a sua própria fantasia, os custos de ensaio, de looks para se apresentar, e as pessoas que são da comunidade, como é que faz? 

Não é nem equilibrado em termos de visibilidade midiática. Porque uma mulher branca que chega como uma rainha de bateria, ela já tem um caixa financeiro alto. Ela já tem um stylist, uma assessora de imprensa, de comunicação, um empresário, ela tem todo um combo que ela domina as mídias e você não vê as rainhas fazendo capa.

Por isso que desde que eu voltei para o Brasil, eu lutei para ser capa de revistas de grande proporção que nunca colocaram uma mulher preta do samba nem na época de Carnaval. Tipo a Marie Claire, foi a primeira vez. Eu estou faz 26 anos no Carnaval. E ninguém fala sobre isso. Já que o monopólio não me quer, eu quebro o monopólio, entendeu? Antes que ele me quebre. 

É o maior espetáculo da terra e a exigência profissional para essas mulheres é um peso grande, porque você tem que estar com roupas produzidas e looks e manter o corpo a forma. Isso tudo é um gasto absurdo. Se uma mulher que não é famosa e nem é do meio artístico gasta, imagine uma que tem que estar com a imagem exposta?

Brasil de Fato: Falando de rainhas, vamos falar de mais uma, não exatamente do samba, mas sim da literatura, da cultura: Conceição Evaristo. Fiquei sabendo que vocês têm uma relação de cada vez mais de intimidade. 

Quitéria Chagas: Cada vez mais próxima. E ela surgiu no Império e já virou orgânica. É muito interessante, não só a importância dela na literatura. Mas é a pessoa negra retornar aquela origem, porque o quilombo do samba, as escolas de samba, são escolas de vida. Você aprende sobre a sua própria identidade, apesar dela ser uma pessoa importantíssima na literatura, a gente se auto conhece quando a gente regressa ao ambiente assim. E ela ficou encantada,  ela queria conhecer mais, as escolas de samba, essa cultura do samba de perto. A troca, a generosidade e a humildade dela, pela importância que ela tem, é impressionante. Eu fazia questão de ir para frente da bateria, ficávamos ali juntas, e ela ficava encantada olhando, perguntando, querendo conhecer, saber de tudo.

E ela falou que continua no Império e continua.

A cultura popular é muito intelectualizada. Não é acadêmica, mas até a academia também tem o mestrado, sobre cultura do afro, do samba, mas o intelecto popular, as pessoas menosprezam, mas é tão rico. Só se sabe vivendo, vivenciando quando a gente aprende a nossa própria história. Aí tem tanto preconceito, tanta discriminação sobre as religiões, sobretudo, aí que as pessoas acabam não tendo acesso, infelizmente.

É importante também falar de grandes mulheres. A sociedade acaba aprendendo sobre esses temas e as grandes personalidades da literatura, mulheres da história, as escolas trazem como enredos.

E essa questão de enredo foi construída no Império Serrano, com Silas Oliveira, que não existiam esses temas no Carnaval. E acaba que as escolas de samba fazem com que nesses momentos a sociedade aprenda e se reeduque. O que você fala de Carolina de Jesus e de grandes nomes que a grande massa desconhece, infelizmente, e passa a conhecer ser na cultura popular que é o carnaval. Infelizmente a nossa deficiência educacional é gigantesca.

Brasil de Fato: Você falou um pouco dos anos 80, anos 90, quando o Carnaval era muito vendido, tinham muitos patrocinadores que colocavam e impunham um tema. Que bonita essa retomada que a gente pode voltar a falar sobre a nossa verdadeira história. Muitos dos sambas justificarem, hoje,  esse nome de serem escolas, de fato.

Quitéria Chagas: É verdade, foi um momento muito ruim para a comunidade preta, como diz o samba do bumbum, do Luiz Machado e Beto Sem Braço, ‘Escondeu gente bamba, que covardia’. Mas, ao mesmo tempo, foi necessário e importante para entrar na sociedade, para o carnaval deixar de ser marginalizado pela sociedade, porque um pouco antes, o sambista era fichado na polícia, não se podia ouvir pagode. Quando a pessoa escuta hoje um samba numa rádio, no Spotify, tem que agradecer essa galera lá de trás, que já fez passagem, e que muitos foram mortos. Teve gente que correu por causa disso. Era espancado pela polícia, era detido na rua, era chamado de marginal, enfim, daí para baixo. E isso é bom ser contado, porque as pessoas não lembram.

Conversa Bem Viver

Em diferentes horários, de segunda a sexta-feira, o programa é transmitido na Rádio Super de Sorocaba (SP); Rádio Palermo (SP); Rádio Cantareira (SP); Rádio Interativa, de Senador Alexandre Costa (MA); Rádio Comunitária Malhada do Jatobá, de São João do Piauí (PI); Rádio Terra Livre (MST), de Abelardo Luz (SC); Rádio Timbira, de São Luís (MA); Rádio Terra Livre de Hulha Negra (RN), Rádio Camponesa, em Itapeva (SP), Rádio Onda FM, de Novo Cruzeiro (MG), Rádio Pife, de Brasília (DF), Rádio Cidade, de João Pessoa (PB), Rádio Palermo (SP), Rádio Torres Cidade (RS); Rádio Cantareira (SP); Rádio Keraz; Web Rádio Studio F; Rádio Seguros MA; Rádio Iguaçu FM; Rádio Unidade Digital ; Rádio Cidade Classic HIts; Playlisten; Rádio Cidade; Web Rádio Apocalipse; Rádio; Alternativa Sul FM; Alberto dos Anjos; Rádio Voz da Cidade; Rádio Nativa FM; Rádio News 77; Web Rádio Líder Baixio; Rádio Super Nova; Rádio Ribeirinha Libertadora; Uruguaiana FM; Serra Azul FM; Folha 390; Rádio Chapada FM; Rbn; Web Rádio Mombassom; Fogão 24 Horas; Web Rádio Brisa; Rádio Palermo; Rádio Web Estação Mirim; Rádio Líder; Nova Geração; Ana Terra FM; Rádio Metropolitana de Piracicaba; Rádio Alternativa FM; Rádio Web Torres Cidade; Objetiva Cast; DMnews Web Rádio; Criativa Web Rádio; Rádio Notícias; Topmix Digital MS; Rádio Oriental Sul; Mogiana Web; Rádio Atalaia FM Rio; Rádio Vila Mix; Web Rádio Palmeira; Web Rádio Travessia; Rádio Millennium; Rádio EsportesNet; Rádio Altura FM; Web Rádio Cidade; Rádio Viva a Vida; Rádio Regional Vale FM; Rádio Gerasom; Coruja Web; Vale do Tempo; Servo do Rei; Rádio Best Sound; Rádio Lagoa Azul; Rádio Show Livre; Web Rádio Sintonizando os Corações; Rádio Campos Belos; Rádio Mundial; Clic Rádio Porto Alegre; Web Rádio Rosana; Rádio Cidade Light; União FM; Rádio Araras FM; Rádios Educadora e Transamérica; Rádio Jerônimo; Web Rádio Imaculado Coração; Rede Líder Web; Rádio Club; Rede dos Trabalhadores; Angelu’Song; Web Rádio Nacional; Rádio SINTSEPANSA; Luz News; Montanha Rádio; Rede Vida Brasil; Rádio Broto FM; Rádio Campestre; Rádio Profética Gospel; Chip i7 FM; Rádio Breganejo; Rádio Web Live; Ldnews; Rádio Clube Campos Novos; Rádio Terra Viva; Rádio interativa; Cristofm.net; Rádio Master Net; Rádio Barreto Web; Radio RockChat; Rádio Happiness; Mex FM; Voadeira Rádio Web; Lully FM; Web Rádionin; Rádio Interação; Web Rádio Engeforest; Web Rádio Pentecoste; Web Rádio Liverock; Web Rádio Fatos; Rádio Augusto Barbosa Online; Super FM; Rádio Interação Arcoverde; Rádio; Independência Recife; Rádio Cidadania FM; Web Rádio 102; Web Rádio Fonte da Vida; Rádio Web Studio P; São José Web Rádio – Prados (MG); Webrádio Cultura de Santa Maria; Web Rádio Universo Livre; Rádio Villa; Rádio Farol FM; Viva FM; Rádio Interativa de Jequitinhonha; Estilo – WebRádio; Rede Nova Sat FM; Rádio Comunitária Impacto 87,9FM; Web Rádio DNA Brasil; Nova onda FM; Cabn; Leal FM; Rádio Itapetininga; Rádio Vidas; Primeflashits; Rádio Deus Vivo; Rádio Cuieiras FM; Rádio Comunitária Tupancy; Sete News; Moreno Rádio Web; Rádio Web Esperança; Vila Boa FM; Novataweb; Rural FM Web; Bela Vista Web; Rádio Senzala; Rádio Pagu; Rádio Santidade; M’ysa; Criativa FM de Capitólio; Rádio Nordeste da Bahia; Rádio Central; Rádio VHV; Cultura1 Web Rádio; Rádio da Rua; Web Music; Piedade FM; Rádio 94 FM Itararé; Rádio Luna Rio; Mar Azul FM; Rádio Web Piauí; Savic; Web Rádio Link; EG Link; Web Rádio Brasil Sertaneja; Web Rádio Sindviarios/CUT.

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