Cepeda confirma campanha à presidência da Colômbia apesar de planos de atentado contra sua vida

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O candidato presidencial pelo movimento progressista Pacto Histórico, Iván Cepeda, afirmou nesta sexta-feira (17) que as ameaças contra sua vida não vão deter sua atividade política nem sua campanha eleitoral, às vésperas das eleições do próximo dia 31 de maio na Colômbia.

Por meio de um vídeo divulgado em suas redes sociais, o atual senador e aspirante à Casa de Nariño respondeu às informações fornecidas pelo presidente da República, Gustavo Petro, que revelou que a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos possui dados concretos sobre um possível plano para assassinar o candidato.

Cepeda, que lidera as pesquisas de intenção de voto para o primeiro turno, sinalizou que já havia recebido informações precisas sobre tentativas de magnicídio em ocasiões anteriores. O candidato explicou que havia optado pela prudência para evitar pânico na opinião pública.

“Em nenhuma circunstância vou abandonar meu trabalho político nem a campanha eleitoral e, de forma decidida, convoco meus seguidores, minhas equipes, os cidadãos que votarão em mim, para que redobremos nossos esforços e não cedamos ao terror”, enfatizou o líder do Pacto Histórico.

Apesar de manter sua agenda, Cepeda classificou a situação atual como séria e grave, razão pela qual solicitará às autoridades nacionais um relatório detalhado sobre as provas reunidas. Além disso, convocou as forças que apoiam o processo de mudança no país a não recuar diante da violência.

A situação se agrava após recentes episódios de violência política. No último dia 15 de abril, a sede de campanha de Iván Cepeda em Medellín foi alvo de atos de vandalismo, com danos estruturais e mensagens pintadas em sua fachada. O incidente gerou repercussão nas redes sociais, onde simpatizantes exigiram garantias para o exercício político.

O Governo Nacional, por meio do ministro do Interior, Armando Benedetti, informou que o esquema de segurança para as 13 candidaturas presidenciais foi reforçado. Segundo o relatório oficial, foram disponibilizados 107 integrantes da Unidade Nacional de Proteção (UNP), 160 efetivos da Polícia Nacional, 39 veículos blindados, 29 convencionais e 29 coletes de proteção.

O funcionário detalhou que cada deslocamento dos candidatos é escoltado por pelo menos 40 policiais, contando com o apoio de unidades motorizadas e pessoal especializado para garantir sua atuação.

A Colômbia se encaminha para uma jornada decisiva em 31 de maio, quando o vencedor precisará obter metade mais um dos votos válidos. Caso isso não ocorra, será realizado um segundo turno em 21 de junho.

Até o momento, Iván Cepeda lidera as preferências do eleitorado, seguido pelos candidatos de extrema-direita Paloma Valencia e Abelardo De la Espriella, em um cenário em que a segurança dos postulantes se tornou o eixo central do debate político.

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