PT destaca defesa da democracia e reconstrução do país como metas centrais

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Durante o 8º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), integrantes da subcomissão de conjuntura política discutiram o momento atual do Brasil não apenas do ponto de vista eleitoral, mas também em relação ao futuro da democracia e da soberania nacional.

Ao apresentar uma síntese do documento elaborado coletivamente para o encontro, Anne Moura, coordenadora de tática eleitoral, ressaltou o caráter amplo e participativo da construção. “Esse texto foi construído a muitas mãos, com grande representatividade. O que apresentamos aqui é apenas uma síntese, e o documento completo segue aberto para emendas”, afirmou.

Segundo ela, o país vive uma conjuntura que vai além da disputa por cargos. “Não se trata apenas de um processo eleitoral ou da escolha de novos representantes. O que está em jogo é o futuro da democracia, a soberania do país e a vida do povo brasileiro”, disse.

A dirigente relembrou que os governos petistas tiveram como foco a geração de emprego, a ampliação de direitos e a inclusão social. “Nossos projetos sempre buscaram gerar emprego, garantir direitos e colocar o pobre no orçamento”, declarou.

Embora reconheça desmontes em políticas públicas e estruturas institucionais nos últimos anos, Anne avalia que o país passa por um processo de reconstrução. “Hoje, o Brasil avança em uma reconstrução, ainda com limites, mas com retomada do crescimento, das políticas públicas e do protagonismo internacional”, afirmou.
De acordo com ela, há uma disputa entre projetos políticos distintos no país. “De um lado, um projeto popular e soberano; de outro, um projeto autoritário. É uma disputa de valores: democracia contra autoritarismo, direitos contra retirada de direitos, esperança contra o medo”, disse.

Entre as prioridades do documento estão o enfrentamento às desigualdades, o combate à violência, especialmente contra as mulheres. Além disso, há a resposta à crise climática e a promoção de mudanças estruturais na economia e na sociedade.

Por fim, a dirigente defendeu o fortalecimento do Estado como elemento central para garantir democracia e dignidade. “É preciso fortalecer o Estado para consolidar transformações e assegurar direitos.”

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