‘Inimigo do povo’: 1º de maio em SP foca em ataques ao Congresso e fim da escala 6×1

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Parlamentares e lideranças de movimentos populares se revezaram no microfone do ato de 1º de Maio, realizado na praça Roosevelt, no centro de São Paulo, para discursar contra a votação que derrubou o veto ao PL da Dosimetria, na última quinta-feira (30), e em defesa do fim da escala 6×1.

O 1º de Maio paulista foi dividido pelas centrais sindicais por regiões distintas. Na praça Roosevelt estiveram a CTB e a Intersindical. No carro de som, estavam as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Sônia Guajajara (Psol), que chefiavam as pastas do Meio Ambiente e Mudança do Clima e Povos Indígenas, respectivamente.

Marina Silva falou sobre a queda do veto ao PL da Dosimetria. “Foi uma vergonha, uma vergonha. Atacaram nossa democracia, com discurso falso e hipócrita, reduzindo a pena dos golpistas. Eles se esconderam atrás do anonimato. Viva a democracia e viva os trabalhadores”, afirmou a ex-ministra, que reassumiu seu mandato de deputada federal para concorrer à reeleição.

Silva lembrou que o país “elegeu um trabalhador pela primeira vez na história desse país”, citando Lula. “É exatamente por isso, por ser um trabalhador que está comprometido em que tenhamos mais e mais empregos para aquelas pessoas que muitas vezes ficam durante muito tempo sem ter como ter um meio digno para sustentar sua família”, concluiu.

Estudantes participaram do ato de dia do trabalhador na Praça Roosevelt – Foto: Lucas Porto

“Se nós nos organizarmos, a gente renova este Congresso, que é inimigo do povo. Não dá mais para a gente suportar essas representações que estão na Câmara dos Deputados e no Senado Federal”, começou Sonia Guajajara, que também retomou seu mandato de deputada federal para concorrer ao pleito de 2026.

A ex-ministra pediu que os militantes trabalhem pela reeleição de Lula, mas também na eleição de representantes dos trabalhadores e movimentos populares. “Nós temos que reeleger o presidente Lula, mas temos também que eleger parlamentares que tenham o compromisso com as pautas sociais, que tenham o compromisso com a nossa vida, que tenham o compromisso com a justiça social e com a liberdade democrática”, concluiu Guajajara.

A vereadora de São Paulo, Luna Zarattini (PT), também falou sobre a principal pauta trabalhista do país neste momento. “O fim da escala 6×1 será arrancado na unha e na luta do povo brasileiro. Nós nunca tivemos ilusão com esse Congresso, que é inimigo do povo. Ontem, eles aprovaram a anistia para golpistas e bandidos. Hoje estamos aqui defendendo os trabalhadores e dando o recado: reelegeremos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma nova bancada que enfrente a extrema direita”, discursou.

A deputada federal Érika Hilton (Psol-SP) disse que o Congresso enviou um recado à sociedade brasileira: “Está tudo bem dar um golpe, está tudo bem atacar a democracia”. A parlamentar lamentou que a votação tenha ocorrido na semana da data que respeita o trabalhador.

“O povo quer dignidade, quer descanso e quer tempo com a família, não quer essa farra que o Congresso tem praticado, não quer ver anistia para golpista”, sacramentou.

Fim da escala 6×1 é o principal mote das mobilizações do dia do trabalhador pelo Brasil – Foto: Lucas Porto

Atos de 1º de maio

Os organizadores do ato na Praça Roosevelt não divulgaram a estimativa de público. Essa, foi uma das três manifestações marcadas para celebrar o 1º de Maio em São Paulo.

Na Praça da República, a menos de 400 metros da Roosevelt, ocorreu o ato convocado pela CSP Conlutas.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) levou seu ato para a cidade de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, berço da luta sindical em São Paulo.

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