Um dos grandes nomes do pop mundial, Shakira encantou o público em Copacabana com muitas referências ao Brasil e principalmente às mulheres. A cantora subiu ao palco com um macacão verde amarelo e dedicou seu show às mães solo, que somam mais de 20 milhões no país.
“Nós, mulheres, cada vez que caímos, nos levantamos mais sábias, mais fortes e mais resilientes. As mulheres não choram mais. Então esse show é para todas nós. Sozinhas podemos ser mais vulneráveis, mas juntas somos invencíveis”, disse ela em português na abertura do show. Ela fez referência à recente traição conjugal do então marido que levou à separação do casal e à necessidade de assumir a criação dos dois filhos.
Pouco antes da entrada no palco, uma nuvem de drones iluminou a praia e foi responsável por desenhar no céu uma loba, apelido da cantora dado por fãs após o álbum She Wolf (Loba), lançado em 2009, fazer grande sucesso – e que ganhou novo significado após a separação. Também foram projetados o rosto da cantora e a expressão “Te amo, Brasil”.
Pelo fim da escala 6×1
Além do show de drones, uma outra projeção, fora da programação oficial, provocou euforia entre os presentes. Na fachada do hotel Copacabana Palace, altura em que o palco principal estava colocado, pode-se ler “Fim da escala 6×1”, “Tarifa Zero”, “Busão 0800”, “Sem Anistia” e “Congresso inimigo do povo”. A projeção foi organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Vida Além do Trabalho (VAT) e projetada pelo artista visual Fluxuz.
O show contou com participações de Anitta, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Ivete Sangalo. O encerramento foi com o sucesso Estacionamentolançado em 2010 para a Copa do Mundo na África do Sul e que contou com a participação de bailarinos do coletivo Dança Maré.
De acordo com projeções da prefeitura do Rio de Janeiro, organizadora do evento, o Todo mundo no Rio deve movimentar cerca de R$ 800 milhões na economia carioca. Esta é a terceira edição do evento que já contou com Madonna e Lady Gaga. Após o novo show, a prefeitura garantiu novas edições até 2028.
Acidente durante montagem
Durante a montagem do palco do show, no dia 26 de abril, o operário Gabriel de Jesus Firmino, de 28 anos, morreu ao ficar imprensado entre dois elevadores. Uma perícia foi realizada, no dia 27 de abril, pela Polícia Civil, para investigar se houve falha na segurança dos trabalhadores. Gabriel Firmino era morador de Magé, na Baixada Fluminense.
Ele era funcionário da empresa MG Coutinho Serviços Cenográficos (Cenoart). O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) informou que a empresa não tem responsável técnico nem registro no conselho para exercer atividades de engenharia.

