Sheinbaum denuncia motivações políticas por trás das acusações dos EUA contra autoridades mexicanas

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A presidenta mexicana Claudia Sheinbaum Pardo rejeitou veementemente as acusações feitas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos contra dez políticos mexicanos, classificando-as como politicamente motivadas devido à falta de provas concretas.

Em um comunicado oficial, Sheinbaum enfatizou que a acusação contra figuras como o governador de Sinaloa, Rubén Rocha, é um evento sem precedentes e questionável, especialmente porque as supostas provas apresentadas por Washington consistem unicamente em anotações manuscritas sobre supostos subornos.

O presidente leu uma declaração estabelecendo que o México mantém uma relação de igualdade com todas as nações, rejeitando qualquer forma de subordinação ou capitulação.

Ele especificou que o processo de extradição solicitado pelo Distrito Sul de Nova York deve seguir rigorosamente as normas regulamentares nacionais e instruiu o Ministério das Relações Exteriores a expressar seu descontentamento com a quebra de confidencialidade no tratamento desses documentos pelas autoridades americanas.

Sob o lema “Verdade, justiça e defesa da soberania”, Sheinbaum reiterou que o objetivo dessas acusações parece ser a desestabilização política. A presidenta reafirmou o compromisso de sua administração com o bem-estar do povo e o respeito à Constituição, afirmando que o sistema judiciário mexicano é o único competente para julgar seus cidadãos dentro de sua própria jurisdição.

Por sua vez, a Procuradoria-Geral da República do México emitiu um comunicado oficial em 29 de abril, anunciando o início de uma investigação para verificar se a acusação feita pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos contra o governador de Sinaloa, Rubén Rocha, tem fundamento jurídico.

O órgão independente declarou que, até o momento, o pedido de Washington carece de evidências suficientes ou provas conclusivas para fundamentar as alegações. O chefe da Procuradoria Especial para a Investigação de Assuntos Relevantes, Ulises Lara López, indicou que o Estado mexicano atuará em estrita conformidade com os protocolos nacionais.

Além disso, ele enfatizou que, de acordo com a Constituição e o Código Nacional de Processo Penal, a Procuradoria tem a obrigação de analisar com precisão a documentação recebida para determinar a viabilidade de qualquer pedido internacional de prisão ou extradição. Além disso, o atual tratado bilateral estabelece que a extradição só será concedida se as provas forem suficientes de acordo com as leis do México.

Lara López denunciou que, contraditoriamente, as próprias autoridades estadunidenses violaram a confidencialidade do processo ao tornarem públicas as informações, um ato que contraria as exigências de confidencialidade que o próprio governo dos EUA normalmente exige da nação mexicana.

Simultaneamente, a Procuradoria-Geral da República iniciou sua própria investigação para reunir provas que confirmem ou descartem a existência de crimes, rejeitando qualquer procedimento que não respeite o devido processo legal. Com essa postura, o sistema judiciário mexicano reafirma que não expedirá mandados de prisão com base em alegações externas que careçam de fundamento legal na jurisdição nacional.

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