Waack: Lula fatura politicamente em cima de ídolo da direita

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Os presidentes Trump e Lula renovaram nesta quinta-feira (7) promessas ainda não cumpridas. As de que, logo mais, os dois países vão resolver problemas complicados entre eles, especialmente tarifas comerciais. Mas também acesso a minerais críticos de importância estratégica sobretudo para os Estados Unidos. E, quem sabe, ajustar alguma coisa para combater o crime organizado transnacional.

É o mesmo tipo de conversa que ficou do encontro anterior entre os dois chefes de Estado. Sem que resultados práticos ainda existam, significa que foi um encontro sem substância? Para Lula, não.

O Planalto esforçou-se para conseguir o encontro, para o qual não houve a típica detalhada participação prévia de equipes técnicas ou diplomáticas de lado a lado. São essas equipes que preparam para os presidentes acordos que eles vão anunciar.

O objetivo do encontro do lado brasileiro era sobretudo de cunho político eleitoral. Nesse sentido, Lula está tirando de seus principais adversários políticos uma bandeira relevante.

A direita bolsonarista se considera uma espécie de dona da imagem de Trump, a quem idolatra e de quem espera ação decisiva para resolver crises como o STF, problemas de segurança pública, a situação pessoal de Jair Bolsonaro e, principalmente, algum tipo de impulso eleitoral.

Ao contrário, a missão dos porta-vozes desse grupo político agora é explicar a aparente química entre Trump e Lula e o envolvimento de uma figura central nessa corrente, a do senador Ciro Nogueira, alvo hoje de operação da Polícia Federal, no mega escândalo do Master.

Como se sabe, com Trump nunca se sabe. Mas é Lula quem está rindo por último.

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