Aos 60 anos de carreira, Claudya comemora: ‘Sou apaixonada e obcecada pela música’

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Intérprete de clássicos atemporais como “Deixa Eu Dizer”, Claudya chega aos 60 anos de carreira marcada pela versatilidade, paixão e obstinação pela música. Influenciada pela Bossa Nova e pelo jazz, a artista conta a Thiago França, no episódio 112 do Sabe Som?, sobre ter transitado por diferentes gêneros, do disco ao gospel, passando por musicais. E, assim como em uma de suas músicas de maior sucesso, faz um desabafo sobre o fato de ter sido premiada internacionalmente, mas nunca ter tido a devida repercussão no Brasil.

“Tem que ser apaixonada para trabalhar com música. E eu sou apaixonada. E acho que é obcecada também. Eu gosto do que eu faço, eu gosto de música. Eu acho que eu nasci pra isso, nasci pra cantar, nasci pra tocar um instrumento. Aprendi um instrumento sozinha; aprendi piano sozinha. Só com algumas orientações de um músico amigo. E ele falou pra mim: ‘Cláudya, eu vou te passar alguns acordes e você vai tocar piano. Só com esses acordes que eu vou te passar’. E realmente aconteceu isso. Mas eu ficava 12 horas por dia no piano”, conta.

Claudya relata que nunca teve ensino formal de canto e que o primeiro contato com a arte da voz veio por meio de um tio que promovia alguns saraus na casa dele. “Eu devia ter uns 5, 6 anos. E eu fui e cantei, cantei certo, cantei direito. Cantei uma música que a minha mãe cantava. Que a minha mãe gostava de cantar e tinha uma voz bonita”, lembra. “A música era ‘Maringá’”, revela, e canta um trechinho a capela.

Claudya fala sobre seu grande sucesso “Deixa eu dizer” e conta um pouco sobre seu começo, logo que chegou em São Paulo. “Eu era crooner, porque eu me transformei numa crooner com 13 anos. Eu já era crooner de orquestra, já cantava com grandes músicos lá em Juiz de Fora. E já conhecia muito da música brasileira, da Bossa Nova. Então eu cantava todo o repertório do Oscar Castro Neves, do Tom Jobim, do Billy Blanco, que também fez muita coisa boa na bossa nova. Quando eu cheguei em São Paulo, eu já cheguei sabendo muita coisa, cheguei sabendo o que eu queria em São Paulo”, afirma.

E conta como seu canto foi mudando ao longo do tempo, também pelo acúmulo de referências. “Recebi influências de cantoras americanas, por exemplo. Eu recebi muita influência da Aretha Franklin”, confessa.

Ó podcast Sabe Som? vai ao ar toda sexta-feira às 15h e está disponível nas principais plataformas de áudio, como Spotify e YouTube Music.

Ouça o episódio do podcast abaixo:

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