‘Quando a peônia encontra o ipê-amarelo’: China vê Ano Cultural com Brasil como ponte entre civilizações

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O porta-voz do governo chinês, Lin Jian, classificou o Ano Cultural Brasil-China 2026 como uma “ponte importante” de aproximação entre os dois países. A declaração foi feita nesta sexta-feira (8), durante coletiva de imprensa em Pequim.

Atividades culturais estão sendo realizadas simultaneamente nos dois países no âmbito da iniciativa. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, visitou Pequim e Xangai recentemente, como parte da série de intercâmbios entre artistas e instituições das duas nações.

Lin Jian destacou o simbolismo do logotipo do programa, que associa dois elementos florais representativos de cada país: a peônia, da China, e o ipê-amarelo, do Brasil.

“Tal como indica o logotipo do Ano Cultural China–Brasil, quando a peônia encontra o ipê-amarelo, o que se reúne é a compreensão e a proximidade entre os povos da China e do Brasil, e o que se expressa é a vitalidade da comunidade de futuro compartilhado entre China e Brasil”, disse.

Lin Jian afirmou que o lado chinês está disposto a trabalhar em conjunto com o Brasil para ampliar os resultados da cooperação cultural.

“O lado chinês está disposto a trabalhar junto com o lado brasileiro, aproveitando a oportunidade proporcionada pela realização do Ano Cultural dos dois países, para promover conjuntamente o desenvolvimento das relações China–Brasil e o intercâmbio e aprendizado mútuo entre as civilizações humanas.”

Ele também ressaltou o papel do intercâmbio cultural como elemento de aproximação entre sociedades.
“O intercâmbio cultural é uma ponte importante que conecta os povos e fortalece a compreensão mútua entre China e Brasil.”

Ao final, o porta-voz reforçou o convite para o acompanhamento das atividades ao longo de 2026.

“Damos as boas-vindas aos amigos da imprensa e a pessoas de todos os setores para continuarem acompanhando e participando das atividades relacionadas ao Ano Cultural China–Brasil, e para que juntos possam apreciar a beleza da integração entre as civilizações.”

Ano Cultural foi acordado entre Lula e Xi Jinping durante encontro em Brasília

O Ano Cultural Brasil-China 2026 integra um conjunto mais amplo de iniciativas de aproximação entre os dois países no âmbito da parceria estratégica bilateral. O programa foi acordado entre os governos brasileiro e chinês em nível presidencial, no contexto do fortalecimento das relações diplomáticas entre Brasília e Pequim nos últimos anos.

A iniciativa se insere na agenda de cooperação impulsionada pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping, que têm defendido o aprofundamento dos laços bilaterais em diferentes áreas, incluindo cultura, economia e tecnologia.

Em 2024, durante encontros de alto nível e visitas oficiais, os dois governos consolidaram o entendimento de ampliar os intercâmbios culturais como parte da construção de uma relação de longo prazo, frequentemente descrita como uma “comunidade de futuro compartilhado”.

No âmbito do programa, já foram realizados e vêm sendo desenvolvidos ao longo de 2026 diversos intercâmbios culturais entre Brasil e China, envolvendo artistas, instituições e produções acadêmicas.
Entre as iniciativas já em circulação, estão o lançamento da edição em chinês da obra “O Povo Brasileiro“, de Darcy Ribeiro, além de apresentações da Orquestra Forte de Copacabana em espaços culturais e universidades chinesas. Também já ocorreram edições de eventos como o Dia do Brasilintegrados ao circuito de atividades culturais entre os dois países.

Já entre as atividades previstas para o decorrer do ano, está a realização de grandes exposições, como a mostra dedicada a Candido Portinari, que será apresentada no Museu Nacional da China, em Pequim, reunindo obras do artista brasileiro.

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