O senador Flávio Bolsonaro (PL) teria negociado R$ 134 milhões com o banqueiro Daniel Vorcaro para financiar “Dark Horse”, filme sobre a vida do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo revelou nesta quarta-feira (13) reportagem do site Intercept Brasil a partir de mensagens trocadas entre os dois. A informação se soma ao episódio anterior, que implicou o senador Ciro Nogueira (PP-PI), cotado para vice na chapa de Flávio à Presidência da República, no escândalo do Banco Master.
Ao Conexão BdFsim Rádio Brasil de Fatoa deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) afirma que a notícia apenas reforça o que já estava vindo a tona e defende que o escândalo não deve se chamar “Caso Master”, mas, sim, “Bolsomaster”.
“O escândalo que a gente chama de ‘Bolsomaster’ revela uma tremenda estrutura baseada numa fraude no sistema financeiro que lesou o país, que atacou e achacou o Banco Central e que se valia do poder do Ciro Nogueira para manobrar decisões e garantir o aumento do Fundo Garantidor de Crédito”, afirma a parlamentar. “Estou vendo bolsonaristas pulando desse barco, de um barco que está sem capitão, porque o capitão está preso”, diz, em referência ao ex-presidente. “O lugar desses parlamentares não é o Congresso nacional, é a cadeia.”
Para Maria do Rosário, o episódio macula a imagem de Flávio como pré-candidato à Presidência e coloca o bolsonarismo em xeque. A tentativa de, diante dessa revelação, usar Michelle como carta na manga, na visão da parlamentar, é trocar seis por meia dúzia. “O bolsonarismo é um castelo de cartas e elas são todas do mesmo naipe. Ou seja, não há diferença. Do ponto de vista de se valer da corrupção, de se beneficiar da corrupção e de ser parte não de uma família, mas de uma quadrilha, eu creio que Michelle e Flávio são da mesma família, todos estão no mesmo barco. O bolsonarismo vive uma crise”, diz.
A deputada afirma que o escândalo prova que a corrupção é a marca da família Bolsonaro. “Qualquer integrante dessa família também está marcado por benefícios que tenham recebido da corrupção. O Brasil precisa se livrar dessa extrema direita corrupta e que faz mal ao país”, afirma.
A deputada federal também defende que o caso pode abrir espaço para um eventual pedido de prisão de Flávio Bolsonaro, dada a gravidade dos fatos. “Já há um inquérito em curso (contra Flávio) e provavelmente esse episódio vai ser citado nisso. A prisão pode ser decretada imediatamente pelo STF, é possível, sim, a PGR pedir a prisão e ela ser decretada. Agora, o comum é que o processo seja paralelo na Câmara ou no Senado. Ou seja, uma questão não anula a outra. Mas, sim, é caso de prisão”, considera.
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