O Ministério Público do Maranhão deve receber nesta sexta-feira 15 de maio, documentação que aponta um suposto esquema envolvendo  terceirizações em Sucupira do Norte e o Instiruto Viver.

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Suposto esquema com terceirizados pode levar Prefeitura de Sucupira do Norte ao centro de uma ampla investigação do MP.

 

O Ministério Público do Estado do Maranhão deverá receber nas primeiras horas desta sexta-feira (15) uma vasta documentação contendo indícios de possíveis irregularidades envolvendo contratos de terceirização de mão de obra firmados entre a Prefeitura de Sucupira do Norte e o Instituto Viver.

Segundo informações obtidas pela reportagem, o material reúne processos de pagamentos, relatórios, folhas contendo nomes de supostos terceirizados e documentos que podem indicar a existência de um suposto esquema de corrupção dentro da atual gestão do prefeito Marcone. A denuncia é assinada pelo jornalista Thiago Barros o mesmo que denunciou o suposto esquema nas aquisiçoes dos livros didaticos em Buriti Bravo e Santa Ines – Ma, ambos os municipios foram alvos da Policia Federal ainda em 2025.

O pedido de providências encaminhado à Promotoria de Justiça da comarca solicita investigação minuciosa sobre contratos realizados entre os anos de 2022 e 2026, especialmente aqueles custeados com recursos públicos da educação municipal.

Entre os principais trechos do ofício protocolado, a denúncia destaca:

“Chegaram ao conhecimento deste denunciante documentos e informações consideradas comprobatórias acerca da existência de possíveis irregularidades envolvendo contratos de terceirização de mão de obra firmados entre o Município de Sucupira do Norte e o Instituto Viver.”  

Outro trecho do documento chama atenção para o elevado número de contratações terceirizadas:

Solicita-se investigação acerca do elevado número de motoristas terceirizados contratados pelo município, mesmo havendo quantitativo significativo de profissionais concursados.”

O ofício também pede medidas rigorosas por parte do Ministério Público:

“Requer-se, caso confirmadas irregularidades, a adoção de medidas visando a suspensão dos contratos firmados com o Instituto Viver e a realização de concurso público.”

Ainda segundo a denúncia, parte dos documentos aponta possíveis pagamentos considerados incompatíveis com a necessidade real do município, além de suspeitas envolvendo uso indevido de recursos públicos destinados à educação.

O caso já começa a gerar forte repercussão política em Sucupira do Norte e poderá desencadear uma ampla investigação sobre contratos de terceirização firmados pela atual administração municipal.

 

Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Sucupira do Norte e os representantes do Instituto Viver não haviam se manifestado oficialmente sobre o caso.