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O prazo para solicitar a instalação gratuita de antenas parabólicas digitais pelo programa Brasil Antenado entra no último mês em todo o país. No Rio Grande do Sul, cerca de 4,8 mil famílias ainda estão aptas a receber o equipamento sem custo. A data limite para o agendamento é 13 de junho de 2026, e a recomendação dos responsáveis pela execução do programa é que os interessados não deixem para os últimos dias.

Ao todo, mais de 650 mil famílias brasileiras podem ser beneficiadas nesta etapa do programa, que ocorre simultaneamente em 16 estados. A iniciativa integra um conjunto de políticas públicas vinculadas à expansão do 5G e à reorganização do uso do espectro de radiofrequência no país.

A execução é feita pela Entidade Administradora da Faixa, em parceria com o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações, por meio do Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência, responsável por monitorar ações relacionadas ao edital do 5G.

Prazo curto e busca por cadastro regular

Segundo o diretor de operações da Entidade Administradora da Faixa, Geraldo Segatto, a reta final exige atenção principalmente de famílias que ainda precisam regularizar a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Ele afirma que esse processo pode levar semanas, o que reduz o tempo disponível para solicitar a instalação.

De acordo com o diretor, o acesso ao kit digital amplia a oferta de canais gratuitos, com melhora na qualidade de imagem e som, além de garantir continuidade no acesso à televisão aberta após as mudanças tecnológicas em curso.

A orientação institucional é que o agendamento seja feito o quanto antes, seja pelo site oficial do programa ou pelo atendimento telefônico, que também funciona via aplicativo de mensagens. Todo o processo, incluindo equipamento e instalação, é gratuito para os beneficiários elegíveis.

Ampliação do acesso à televisão aberta

O Brasil Antenado foi instituído por portaria do Ministério das Comunicações publicada em abril de 2025. O objetivo central é garantir acesso à informação como um direito, especialmente em regiões onde o sinal de televisão aberta é considerado insuficiente ou instável.

A iniciativa também está relacionada à liberação da faixa de 3,5 GHz, utilizada anteriormente por parabólicas tradicionais e que passou a ser destinada à operação do 5G. A substituição das antenas é apontada como uma medida técnica necessária para evitar interferências e, ao mesmo tempo, modernizar o acesso ao conteúdo televisivo.

Além da ampliação de canais, a nova tecnologia permite recepção mais estável e com menor suscetibilidade a falhas, segundo informações da entidade executora.

Etapas e alcance do programa

O cronograma do programa foi dividido em três fases ao longo de quase um ano. As duas primeiras etapas já foram concluídas e atenderam municípios das regiões Norte e Nordeste, somando mais de 400 mil famílias aptas.

A fase atual, que segue até junho, contempla 108 cidades distribuídas entre oito estados, incluindo o Rio Grande do Sul. Nessa etapa, cerca de 222 mil famílias podem solicitar a instalação.

No estado gaúcho, os municípios contemplados fazem parte de um recorte definido por critérios técnicos e sociais, levando em conta a presença de famílias inscritas no Cadastro Único e a necessidade de adequação do sinal.

Papel institucional e infraestrutura

A Entidade Administradora da Faixa é uma organização sem fins lucrativos criada por determinação da Anatel. Entre suas atribuições estão a coordenação de ações para viabilizar a implementação do 5G, a execução de programas como o Brasil Antenado e o Siga Antenado, além da implantação de infraestrutura de telecomunicações em regiões com menor cobertura, como a Amazônia.

A entidade também atua no desenvolvimento de redes privativas de comunicação para o governo federal, o que integra um conjunto mais amplo de políticas voltadas à conectividade.

Chamado à população e cobertura do programa

A diretora-presidente da entidade, Gina Marques, reforça que o prazo final se aproxima e destaca que a meta institucional é ampliar o alcance da política pública. Segundo ela, a parceria entre órgãos federais busca garantir que famílias elegíveis não fiquem de fora do processo de transição tecnológica.

O programa é direcionado exclusivamente a famílias inscritas no Cadastro Único e que utilizam parabólicas tradicionais. A substituição pelo novo modelo digital ocorre mediante agendamento e disponibilidade técnica nas localidades atendidas.

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