Lamborghini de Deolane era de empresa ligada a MC Ryan SP, diz polícia

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A Polícia Civil do Estado de São Paulo finalizou, nesta sexta-feira (29), o relatório complementar do inquérito policial que indiciou Deolane Bezerra e Marcola na Operação Vérnix. Entre os pontos destacados no documento está a suposta ligação da influenciadora com Ryan Santana dos Santos, o funkeiro MC Ryan SP.

Segundo o relatório, as investigações analisam uma Lamborghini que atualmente está registrada em nome da Deolane Bezerra Holding Patrimonial Ltda. Há um registro da propriedade anterior recente em nome da Ryan SP Holding Patrimonial Ltda.

A Ryan SP Holding Patrimonial Ltda. é uma empresa que aponta o cantor como sócio e administradorcom participação societária integral no valor de R$ 500 milconforme ficha cadastral da Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo).

A polícia afirma que essa conexão ganha relevância pelo fato de o funkeiro ter sido apontado como alvo da Operação Narco Fluxo, deflagrada no âmbito de uma investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro.

Dessa forma, segundo as autoridades, a transferência da Lamborghini Huracán EVO de uma empresa ligada a MC Ryan SP para uma empresa vinculada a Deolane Bezerra não pode ser interpretada como um fato isolado.

Isso porque o caso está inserido em um contexto investigativo que envolve a movimentação de bens de luxo por pessoas jurídicas patrimoniaiscom sucessivas alterações de titularidade e aparente blindagem de ativos.

UM CNN Brasil tenta contato com a defesa de Deolane e MC Ryan para posicionamentos. O espaço está aberto.

Polícia indicia Deolane e Marcola

A Polícia Civil de São Paulo indiciou Deolane Bezerra, Marcola, líder do PCC (Primeiro Comando da Capital)e outras cinco pessoas por suspeita de envolvimento em organização criminosa e lavagem de capitais. A decisão é resultado de um relatório complementar das investigações enviado à Justiça.

Segundo a SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo), o indiciamento acontece após a conclusão da primeira etapa de análise dos materiais apreendidos na Operação Vérnixdeflagrada pela polícia Civil e pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo), no último dia 21 de maio.

A defesa de Marcola apontou que segue acompanhando as últimas informações e que tomará as medidas jurídicas cabíveis. Veja a nota na íntegra:

“Bruno Ferullo, advogado de Marco Willians Herbas Camacho, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho, vem a público, após a apresentação de relatório final complementar apresentado na data de hoje, informar que seus clientes tiveram o indiciamento reiterado no âmbito da Operação Vérnix, pela suposta prática dos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, previstos respectivamente no art. 2º, caput. da Lei nº 12.850/2013, e no art. 1º, caput. §1º.1 e §4, da Lei nº 9.613/1998. A Defesa esclarece que segue acompanhando todos os atos investigativos e adotará as medidas jurídicas cabíveis para a garantia dos direitos de seus clientes, ressaltando que o indiciamento constitui ato investigatório e não implica reconhecimento de culpabilidade, em observância ao princípio constitucional da presunção de inocência.”

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