Israel realiza série de bombardeios em áreas civis do sul do Líbano, diz agência estatal

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A agência estatal de notícias do Líbano, NNA, reportou uma série de ataques realizados por Israel no sul do país, especialmente na cidade de Tiro, localizada a 83 km da capital, Beirute. Entre as consequências dos bombardeios estão danos aos vidros das janelas de um hospital da cidade, além de 12 funcionários feridos. A região foi um dos principais centros da civilização fenícia entre 1500 a.C. e 300 a.C. e foi inscrita como Patrimônio Mundial da Unesco em 1984.

O Ministério da Saúde Pública do Líbano emitiu um comunicado, no sábado (30), informando que os ataques israelenses registrados entre 2 de março e 30 de maio já deixaram 3.371 mortos e 10.129 feridos.

Como resposta, o Hezbollah anunciou, em uma série de pronunciamentos, que a “Resistência Islâmica” atingiu um tanque de guerra israelense em Labouneh e atacou forças israelenses com drones e disparos de foguetes nas cidades de Nahariya e Shlomi, localizadas próximas à fronteira do sul do Líbano.

Mais cedo, na madrugada de sábado para domingo, no horário de Brasília, Israel anunciou a tomada do Castelo de Beaufort, próximo à cidade de Nabatieh. “Esta operação se junta a dezenas de outras atividades realizadas por essas forças nas últimas semanas, no âmbito da continuidade dos ataques direcionados contra o Hezbollah no sul do Líbano”, publicou no X o porta-voz militar israelense Avichay Adraee.

A agência de notícias libanesa classificou os ataques realizados no sábado, antes da tomada do Castelo de Beaufort, como um “massacre”. Na região de Deir al-Zahrani, bombardeios próximos à prefeitura da cidade mataram oito pessoas e deixaram outras 16 feridas.

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