Governo do Irã cobra garantias de que direitos do país serão respeitados em acordo com Estados Unidos

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Presidente do parlamento iraniano, Mohamad Ghalibaf, cobra ações concretas dos EUA em prol do acordo de paz | Crédito: Irna

Durante sessão virtual da Assembleia Consultiva do Irã, realizada neste domingo (31), o presidente do Parlamento, Mohamad Baqer Ghalibaf, declarou que nenhum acordo será assinado enquanto o governo não tiver garantias de que os Estados Unidos cumprirá as medidas presentes no texto.

A declaração ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviar uma proposta de paz com termos considerados mais duros, de acordo com informações da AFP. Os termos não foram divulgados. Trump afirmou, em entrevista à Notícias da raposaque suas prioridades incluem impedir o Irã de desenvolver armas nucleares e reabrir o estreito de Ormuz.

“O que constitui o nosso critério são os resultados concretos que devemos alcançar; só então estaremos dispostos a cumprir os nossos compromissos correspondentes. E enquanto não tivermos a certeza de que os direitos do povo iraniano estão garantidos, não aprovaremos qualquer acordo”, reafirmou Ghalibaf em discurso repercutido pela agência estatal iraniana Irna.

Em seu discurso na assembleia, o presidente saudou os esforços das Forças Armadas, da população e dos administradores estatais responsáveis por reduzir as dificuldades econômicas e de subsistência da população neste momento e demonstrou confiança. “Muito em breve, Deus fará com que o sentimento de vitória se espalhe nos corações de todo o povo iraniano”, declarou.

Entre os pontos importantes do acordo para o Irã, diz a agência Dezoitoé a liberação de US$ 12 bilhões pertencentes ao governo iraniano e congelados em fundos internacionais.

Na postagem mais recente sobre o tema feita na rede Truth Social, por onde Donald Trump tem se pronunciado, o presidente estadunidense republicou a mensagem do ex-porta-voz da Casa Branca Newt Gingrich.

No texto, Gingrich diz confiar que Trump está próximo de uma grande vitória para o país em relação ao Irã e exaltou a importância de Israel e as coalizões realizadas no Oriente Médio.

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