Nascido na Copa de 1994, Turner busca fazer história pelos EUA em 2026

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Independente de começar como titular ou não na estreia dos EUA contra o Paraguai, nesta sexta-feira (12), o goleiro Matt Turner representa a importância da Copa do Mundo de 2026 para o país-sede.

Turner nasceu em 24 de junho de 1994, durante a última edição do Mundial realizada em território norte-americanoem um período que simboliza a mistura de esperança e frustração que acompanha a seleção dos Estados Unidos há décadas.

Em 22 de junho daquele ano, no Rose Bowl — e não no SoFi Stadium, palco da estreia desta sexta, em Inglewood, Califórnia — os norte-americanos surpreenderam uma das favoritas ao título, a Colômbia, com uma vitória por 2 a 1.

Quatro dias depois, porém, a equipe foi derrotada por 1 a 0 pela Romênia.

Desde então, a trajetória dos Estados Unidos em Copas do Mundo tem sido marcada por alternâncias entre otimismo e decepção. A própria situação de Turner na seleção reflete esse cenário.

Na Copa do Mundo de 2022, o goleiro, que construiu sua carreira na Major League Soccer defendendo o New England Revolution, tornou-se o primeiro arqueiro norte-americano desde 1930 a registrar dois jogos sem sofrer gols em uma mesma edição do torneio.

Entretanto, em 2025, o técnico Mauricio Pochettino promoveu Matt Freese à condição de titular da meta dos Estados Unidos, reduzindo o espaço de Turner na equipe nacional. Ainda assim, o período de preparação para a fase de grupos tem servido como uma disputa direta entre os dois goleiros pela vaga na estreia da Copa.

“Existe um respeito mútuo e saudável entre nós. Independentemente da decisão final do treinador, devemos respeitá-la e apoiar um ao outro até o fim”, afirmou Turner sobre a relação com Freese.

O meio-campista Cristian Roldan também elogiou a postura do companheiro.

“Freese surgiu com força no último ano e meio, e foi muito bom acompanhar sua evolução. Mas o Turner tem sido extremamente solidário com Matt Freese e com toda a equipe, sempre colocando o grupo em primeiro lugar”, disse Roldan.

Veterano na Copa

Apesar disso, as oportunidades de Turner representar os Estados Unidos em grandes competições, especialmente em uma Copa do Mundo, estão se tornando mais limitadas.

O goleiro completará 32 anos um dia antes da partida contra a Turquia, em 25 de junho, que encerra a participação norte-americana na fase de grupos. Já Freese e Chris Brady têm 27 e 22 anos, respectivamente.

Mesmo assim, o fato de que “a porta está sempre entreaberta”, como definiu Turner, é uma prova da trajetória que o levou até esse momento.

Formado pela Fairfield University, uma pequena instituição jesuíta, Turner afirmou que acompanhava as Copas do Mundo — inclusive a edição de 2014, no Brasil — sem sequer imaginar que um dia vestiria a camisa da seleção dos Estados Unidos.

Eu não sonhava em jogar uma Copa do Mundo quando estava na universidade”, revelou Turner. “O que sempre me motivou foi meu amor e minha paixão pelo futebol, além da minha capacidade de acreditar em mim mesmo quando outras pessoas não acreditavam.”

A crença quando poucos acreditam talvez seja também a melhor definição para as ambições da seleção norte-americana. Os Estados Unidos não alcançam as quartas de final de uma Copa do Mundo desde 2002quando atingiram essa fase pela única vez nas últimas nove edições do torneio.

A força de jogar em casa

Atuar diante de sua torcida em uma Copa do Mundo pela primeira vez em 32 anos traz uma pressão adicional, admitiu Cristian Roldan. Ainda assim, o meio-campista acredita que a boa campanha em casa tem sido convertida em energia positiva dentro de campo.

Para Roldan, o confronto desta sexta-feira tem um significado ainda mais especial. Nascido em Artesia, na Califórnia, ele cresceu em uma região localizada praticamente à mesma distância do SoFi Stadium e do centro de treinamentos da seleção em Great Park, na cidade de Irvine.

“Poder permanecer no meu quintal de casa é algo especial para mim”, afirmou. “Quando você cresce pensando no futuro, sonha com momentos como esse. Estou aproveitando tudo ao máximo.”

Além disso, entre os jogos contra Paraguai e Turquia no SoFi Stadium, Roldan terá outro reencontro marcante. Em 19 de junho, os Estados Unidos enfrentarão a Austrália no Lumen Field, em Seattle, cidade onde o jogador vive há 13 anos.

Roldan atuou pela Universidade de Washington e defende o Seattle Sounders desde 2015.

“Construí ótimas lembranças nessas duas cidades”, disse o meio-campista.

Agora, ao longo das próximas três semanas, ele terá a oportunidade de criar novas memórias tanto em Los Angeles quanto em Seattle.

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