Torcedores da Bósnia e ativistas canadenses protestam por Palestina Livre na Copa do Mundo

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O jogo de estreia das seleções do Canadá e da Bósnia e Herzegovina nesta sexta (12) na Copa do Mundo 2026 foi marcado pela solidariedade à causa palestina.

Do lado de fora do estádio de Toronto (Canadá), antes do início do confronto esportivo, que acabou com um empate em 1 a 1, torcedores do país europeu entoaram o nome da Palestina diversas vezes.

Nas proximidades, manifestantes vestindo camisetas com a inscrição “Judeus por uma Palestina Livre” estenderam uma faixa exigindo a saída de Israel da Federação Internacional de Futebol. “Expulsem Israel da Fifa”, dizia a faixa em inglês.

O grupo de ativistas também exigiu a libertação do médico palestino Hussam Abu Safiya, sequestrado pelo exército israelense em Gaza no final de 2024.

“A Fifa não só ignora o fato de a Associação Israelense de Futebol jogar partidas em território ilegalmente ocupado da Cisjordânia e da Síria, como também transmite ativamente esses jogos, normalizando assim a ocupação e o apagamento territorial, o que torna a Fifa uma participante ativa e cúmplice”, disse Faisal Ibrahim, porta-voz dos ativistas, às agências internacionais.

Sobre a acusação, a Fifa informou, em março, que não tomaria medida contra os clubes israelenses, após denúncia da Associação Palestina de Futebol.

Em abril, às vésperas do Congresso da Fifa em Vancouver, o Canadá negou vistos a três dirigentes da Federação Palestina de Futebol, incluindo o presidente Jibril Rajoub. Agora, na Copa, Rajoub assistiu ao primeiro jogo no México e espera um visto para entrar nos Estados Unidos.

Bósnia e Herzegovina

Não é de hoje que a Bósnia e Herzegovina protagoniza demonstrações públicas de apoio à Palestina. Além da manifestação espontânea da torcida de sexta, em abril, a seleção bósnia se recusou a cumprimentar os jogadores israelenses antes do início do jogo do Campeonato Europeu Sub-21 da União das Associações Europeias de Futebol (Uefa).

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