O Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) realiza neste sábado (20) um encontro entre alunos e ex-alunos para uma troca de ideias com o objetivo de estabelecer uma rede de comunicadores populares e fortalecer ações realizadas junto a movimentos populares de bairro, ocupações e ambulantes. O evento acontece das 14h às 17h no Bar Partisan, na Lapa, centro do Rio. Em 22 anos de existência, mais de dois mil alunos já passaram pelo curso de Comunicação Popular do NPC. “Nossa proposta é fazer grupo de estudo, entr–evistas, fortalecermos as iniciativas que já existem e contar a luta dos movimentos sociais nessas diversas atividades”, contou a coordenadora do NPC, Cláudia Santiago, ao Brasil de Fato.
Ela explica que a ideia foi inspirada na organização de advogados populares que atuam em diversos movimentos, juízes que se organizam na luta pela democracia e arquitetos em lutas por moradia. “Nosso propósito é uma rede que fortaleça a luta social”, resume.
A Teia Gamboa de Comunicação é o desdobramento de um processo iniciado pelo NPC e diferentes iniciativas de comunicação popular e sindical: a Teia da Comunicação Popular do Brasil, lançada no ano de 2018, na Bahia, durante o Fórum Social Mundial. O grupo reúne jornalistas do Pará, Amapá, Maranhão, Ceará, Sergipe, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Rio, Paraná e Rio Grande do Sul. Desde sua criação, a Teia tem como objetivo ser um ponto de encontro e articulação entre experiências diversas ao redor do país, incluindo pequenos grupos, sindicatos, coletivos populares, mídias independentes, movimentos sociais e iniciativas territoriais.
Preparativos para o Dia Municipal da Comunicação Popular
Neste momento, o NPC também se prepara para realizar a 10ª edição do Dia Municipal de Comunicação Popular, em 24 de julho, na Cinelândia. O tema deste ano é “A comunicação popular e sindical na batalha das ideias”. Para Santiago esse é o tema fundamental atualmente. “Não há tema mais central em um momento de domínio das redes sociais pela direita, aliança de empresários com a extrema direita para retirar direitos dos trabalhadores e boa parte da população se voltando contra os ideais humanistas”.
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Entre as barracas confirmadas estão as dos sindicatos dos professores das escolas privadas (Sinpro), trabalhadores das telecomunicações (Sinttel), servidores do judiciário federal (Sisejufe), profissionais de educação do estado (Sepe), técnico-administrativos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Sintufrj), trabalhadores do ramo financeiro (Federa), trabalhadores da indústria de frios (Sintrafrios) e trabalhadores no comércio de minérios e derivados de petróleo (Sintramico). Entre os movimentos populares estarão o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento Unidos dos Camelôs (Muca), Movimento das Comunidades Populares (MCP), Central dos Movimentos Populares (CMP) e barracas da comunicação alternativa e da Comunicação Popular.
Teia Gamboa de Participação Popular
Quem participa: Rede de comunicadores do NPC
Quando: Dia 20 de junho. Das 14h às 17h.
Onde: Bar Partisan – Rua Morais e Vale, 31
Funcionamento: Roda de Conversa sobre experiências locais, troca de ideias sobre como agir em rede e plano de ação. Tipo: quem faz o quê? Como? Quando? Onde? Por que?

