Wagner fora da liderança do governo não estanca sangria, diz especialista

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Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado Federal após uma reunião de quase duas horas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Alvorada.

A decisão foi anunciada pelo próprio senador por meio de suas redes sociais, sendo descrita por ele como consensual. Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice, avaliou que a saída de Wagner não é suficiente para conter os danos políticos. “Não é suficiente para estancar a sangria”, afirmou.

Segundo ele, há informações de que a Polícia Federal pode divulgar novas operações envolvendo mais nomes ligados a Lula na Bahia.

“O próprio escândalo Vorcaro atinge muitas autoridades, e muitos nomes devem continuar repercutindo politicamente, causando desgaste ao governo”, disse.

Wagner alega que a motivação para o afastamento seria a necessidade de se dedicar à sua defesa nas investigações em curso, além de atuar na formação do palanque de Lula na Bahia e preparar sua tentativa de reeleição ao Senado.

No entanto, o contexto político que precedeu a saída era de intensa pressão, tanto dentro do PT quanto em setores do Palácio do Planalto, que consideravam insustentável sua permanência no cargo enquanto figurava como investigado por suposta relação com o Banco Master.

Analista vê risco de novos desdobramentos

Noronha também mencionou que o caso pode atingir pessoas próximas ao presidente, citando o nome de Rui Costa, que poderia ter alguma ligação com o episódio envolvendo o Banco Master.

Para o especialista, a saída de Wagner era “a solução absolutamente esperada”, mas os próximos desdobramentos serão determinantes para avaliar o impacto real sobre o governo e sobre Lula.

Com a saída confirmada, as especulações em Brasília já se voltam para o nome do substituto. As opções são consideradas escassas, uma vez que muitos senadores petistas disputarão a reeleição em 2026 e tendem a priorizar suas campanhas.

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