Em apenas três dias, mil pessoas morreram em decorrência da onda de calor extremo na França, iniciada em 24 de junho, de acordo com o Ministério da Saúde francês. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, informou — de acordo com o O Guardião — que os serviços de ambulância responderam a mais de 120 mil chamados nos últimos dias. Já o primeiro-ministro do país, Sébastien Lecornu, declarou que os hospitais seguirão trabalhando sob pressão nesta semana.
Temperaturas recordes também foram registradas na Alemanha, na Polônia, na República Tcheca e na Ucrânia, com máximas acima de 40 °C. De acordo com o veículo de mídia alemão Onda alemãa legislação do país determina a avaliação do estresse térmico a partir de 26 °C. A partir de 30 °C, é preciso adotar medidas de proteção, como fornecer bebidas e ajustar os horários de trabalho. Acima de 35 °C, o local de trabalho é considerado inadequado. No entanto, sistemas de refrigeração ainda são incomuns por lá. Apenas 6% das moradias possuem ar-condicionado, enquanto 50% dos edifícios de escritórios e administrativos já contam com sistemas de resfriamento.
Em mensagem publicada na rede social X, o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, escreveu que a Europa é o continente mais rapidamente afetado pelas ondas de calor, registrando um ritmo de aquecimento equivalente ao dobro da média global.
“O fenômeno que ocorria uma vez por geração agora acontece anualmente. Fomos alertados“, escreveu. De acordo com Adhanom, o estresse provocado pelo calor geralmente mata de forma silenciosa, e a maioria das casas, locais de trabalho e escolas não está preparada para enfrentar essas temperaturas.
Entre as consequências das altas temperaturas, 36 mil pessoas ficaram sem energia no sul da França. Além disso, o governo da República Tcheca recomendou que atividades físicas fossem evitadas. O aumento da temperatura dos rios já preocupa a produção agrícola na Itália e o resfriamento da usina nuclear de Paks, na Hungria. As informações são da Reuters.

