A Chanel anunciou que está comprando a camisaria Charvet, uma rara aquisição para a casa de moda de alto padrão, enquanto busca ampliar ainda mais sua oferta além de suas famosas bolsas de luxo.
A Charvet – fundada há quase 200 anos e que vende suas roupas de luxo a partir de uma loja na Place Vendôme, um dos endereços mais elegantes de Paris – oferece “excelência artesanal, atenção aos detalhes e a transmissão de um savoir-faire único”, disse a Chanel na quinta-feira (2).
A aquisição visa garantir a preservação a longo prazo da marca, disse a Chanel, sem divulgar detalhes financeiros.
O acordo ocorre enquanto a Chanel busca destacar mais suas roupas ao lado das bolsas acolchoadas que há muito são a assinatura da marca. O grupo nomeou o ex-diretor criativo da Bottega Veneta, Matthieu Blazy, como seu novo chefe de design no ano passado, com a missão de garantir que a Chanel permanecesse amplamente imune à desaceleração nos gastos globais com luxo que tem afetado o desempenho de muitos dos grandes players do setor.
No ano passado, a Chanel alcançou quase US$ 20 bilhões em receita, um aumento de 2% em relação ao ano anterior, e um lucro operacional de quase US$ 5 bilhões. Em contraste, pares como a LVMH – o maior grupo do setor de luxo – e a Kering, proprietária da Gucci, registraram quedas nas vendas e nos lucros do ano, à medida que os consumidores se afastaram dos gastos com moda e acessórios de luxo.
O novo impulso da Chanel sob seu novo chefe criativo constitui uma ameaça para os rivais de luxo, escreveram analistas da Berenberg, em uma nota recente. “A Blazymania é muito real, impulsionando vendas recordes e criando uma ameaça para outras marcas ao ganhar participação em um mercado fraco”, disse a corretora.
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

