O cantor Netinho, 59, publicou uma atualização do seu estado de saúde em suas redes sociais neste sábado (4). O baiano trata um câncer no sistema linfático com sessões de terapia em Salvador.
Ele contou que está atravessando a fase mais sensível do tratamento do linfoma e precisou ajustar sua rotina para cuidar melhor do corpo e evitar infecções. O dono do hit “Mila” está isolado em casa, sem receber visitas, e teve que cortar os exercícios físicos.
“Estou na fase mais sensível do meu tratamento”, declarou. “Por isso não posso perder peso e fiz algumas modificações provisórias no meu dia a dia.”
“Não posso me encontrar com ninguém nem receber visitas em casa. Não posso ir estar com ninguém. Cancelei meus exercícios diários de voz, por isso a voz fraquinha. Reduzi meus banhos de sol ao meio-dia, fora dos dias da químio e dias seguintes.”
Na publicação, Netinho também tranquilizou os fãs, dizendo que não sentiu os efeitos colaterais da última sessão de quimioterapia, que foi realizada na sexta-feira (3)
“Foi uma injeção no braço e uma na barriga, com intervalo de meia hora. Em seguida, voltei pra casa. Efeito colateral zero, dor zero, incômodos zero. Tudo ótimo, Deus está comigo”, escreveu Netinho.
Em maio deste ano, ele anunciou a volta de um linfoma, após remissão em 2025. O cantor divide com o público os desafios do tratamento e compartilha mensagens de otimismo e esperança nas redes sociais.
Que tipo de câncer Netinho trata?
Netinho foi diagnosticado com um linfoma não Hodgkin, um tipo de câncer que se inicia no sistema linfático e se espalha de forma desordenada no organismo.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), existem mais de 20 tipos diferentes de linfoma não Hodgkin, e os casos têm aumentado nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos. Os homens são mais predispostos do que as mulheres. A estimativa é que, anualmente, sejam identificados 12.040 novos casos do câncer, sendo 6.420 em homens e 5.620 em mulheres, segundo o Inca.
O especialista explica que, quando as células do sistema linfático sofrem alguma mutação, elas podem causar linfomas. “Os linfomas constituem uma gama enorme de subtipos e cada um deles é uma doença distinta. Existem mais de 60 subtipos de linfoma, com características e evoluções diferentes”, afirma.
Os linfomas Hodgkin e os linfomas não Hodgkin constituem dois grandes tipos de linfomas. O primeiro caso é mais comum em pacientes jovens, enquanto o segundo é mais comum em pacientes idosos. “Os não Hodgkins podem ser do tipo B, ou seja, que se originam dos linfócitos B, ou podem ser originados dos linfócitos T. Então, são uma variedade de linfomas que podem ser agressivos, com multiplicação celular muito rápida, e outros que podem ser mais lentos, em que as células se multiplicam vagarosamente”, esclarece Philip Bachour, hematologista do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, à CNN.
Sintomas de linfoma não Hodgkin
De acordo com o Inca, os principais sintomas do linfoma não Hodgkin incluem:
- Aumento dos linfonodos (gânglios) do pescoço, axilas e/ou virilhas;
- Suor noturno excessivo;
- Febre;
- Coceira na pele;
- Perda de peso sem causa aparente.
Fatores de risco
Ainda de acordo com o Instituto, alguns fatores aumentam o risco de desenvolvimento do linfoma não Hodgkin. São eles:
- Uso de drogas imunossupressoras;
- Viver com o vírus do HIV;
- Doenças genéticas hereditárias que comprometem o sistema imunológico;
- Ter tido infecção por Epstein-Barr, HIV-1 e HTLV1 e da bactéria Helicobacter pylori;
- Contato com substâncias químicas associadas à ocorrência da doença, como agrotóxicos, aminas aromáticas, benzidina, benzeno, bisfenil policlorado, tricloroetileno, tetracloreto de carbono, solventes orgânicos, radiação ionizante e ultravioleta, tetracloreto de carbono, entre outras;
- Exposição a altas doses de radiação.

