O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou, no último domingo (5), que pretende antecipar a saída do governo para o próximo dia 20, dia da independência do país, três semanas antes do término oficial do seu mandato. A decisão foi anunciada na rede social X. Petro também convocou a população para uma mobilização geral.
O mandatário justificou a escolha do dia 20 de julho com o fato de que as datas previstas para a transição (6 e 7 de agosto) seriam “trágicas” para a história colombiana.
“Faremos no dia 20 de julho, em todas as praças públicas da Colômbia. 20 de julho, grito de independência do povo livre por uma Colômbia livre e pelas reformas sociais. Espero vocês em Bosa e Ciudad Bolívar, no sul e no oeste de Bogotá, para o desfile e nosso grito de Independência Nacional. Todas e todos com as bandeiras da Colômbia limpas e alegres”, escreveu Petro.
O presidente colombiano aproveitou para defender o legado do seu governo, o que tem feito desde a derrota do Pacto Histórico nas eleições presidenciais. No último domingo, Petro disse que, quando chegou à presidência, teria encontrado um povo “cheio de fome”, mas que saía do poder sabendo que a população estaria “comendo bem, dançando muito bem e jogando futebol bem e sem trapaça”.
Nas publicações, Petro também disse que Abelardo de la Espriella, candidato eleito, não teria vencido o pleito. “O cidadão estadunidense (Abelardo) não ganhou as eleições na Colômbia, fizeram a partir de um servidor com IP em Los Angeles, Califórnia”, afirmou.
No governo Petro, a Reforma Agrária promovida no país vizinho formalizou a entrega de mais de 2 milhões de hectares às comunidades rurais. Ao mesmo tempo, o desemprego caiu a 9,2% (a menor taxa no século), 1,6 milhão de pessoas saíram da pobreza monetária e o salário mínimo acumulou alta de 23,4%.
No campo de apoio ao governo Petro, o senador Iván Cepeda, derrotado no pleito, pede que a população mobilize o que chamou de “desobediência civil pacífica” caso Espriella não renuncie à nacionalidade estadunidense. Ele também critica o fato de que o presidente eleito tem ameaçado processar Petro nos Estados Unidos.

