Com Benedita, PT inaugura primeiro Comitê Popular de Luta do país para a eleição de 2026

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Os comitês populares foram decisivos para a eleição do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em todo o país. Foram 359 comitês apenas no estado do Rio de Janeiro, espalhados pela capital, Baixada Fluminense e interior.

Em 2026, a expectativa é garantir a eleição de Lula no primeiro turno e impulsionar candidaturas progressistas para renovar o Congresso. A pré-candidata ao Senado Benedita da Silva (PT-RJ) ressaltou essa conjuntura no evento de lançamento do primeiro Comitê Popular e Sindical de Luta do país.

“O presidente Lula tem enfrentado o pior Congresso da nossa história. Um Congresso que impede de forma cruel o presidente de fazer mais do que ele já tem feito. É importante uma grande bancada no Senado e na Câmara para aumentar a nossa força e a disputa que certamente faremos”, disse a deputada federal pelo Rio.

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A sede do comitê ficará instalada no Edifício Avenida Central, em frente à rua São José, no Largo da Carioca, na região central da cidade. O local será referência para distribuição de materiais e cartilhas para a militância organizar outros comitês em território fluminense.

“É um Comitê que nasce com a marca do movimento sindical e do movimento popular, para dar um gás nas ruas, na defesa da democracia, para as eleições de 2026, que são as eleições da nossas vidas”, disse a integrante da Executiva Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Rio de Janeiro, Duda Quiroga ao Brasil de Fato.

Nas redes sociais, a deputada estadual Marina do MST (PT) manifestou apoio à candidatura de Benedita. “Que esse espaço fortaleça a mobilização popular e a caminhada rumo à eleição da nossa querida Benedita da Silva ao Senado. O Rio e o Brasil precisam da sua coragem, da sua história e do seu compromisso com quem vive do trabalho”, escreveu.

A inauguração do comitê na última terça-feira (13) contou com a participação da militância do Partido dos Trabalhadores (PT), centrais sindicais, além de políticos e movimentos sociais como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Frente Brasil Popular e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

“Nossa tarefa, para garantir a soberania e construir um projeto de Brasil possível para a classe trabalhadora, passa por fazer um grande movimento de diálogo, organização e formação política em todo o Brasil. O Rio de Janeiro é central nisso. Lançar o comitê na pré-campanha é sinalizar o compromisso com a organização popular, com os comitês populares, com as brigadas de agitação em propaganda e com todas as formas de fazer campanha e diálogo popular. Nossa expectativa é que seja um espaço de muitos debates, muita escuta e muita agitação”, disse Roberto Carlos Oliveira, membro da coordenação nacional do MAB ao Brasil de Fato.

O coordenador do comitê e vice-presidente do PT-RJ, Tezeu Bezerra, exaltou a união da classe trabalhadora para construir uma nova história para o Rio de Janeiro. “Inauguramos o nosso Comitê Popular Sindical de Luta no Rio! Tenho orgulho de estar coordenando essa nossa organização. Vamos trabalhar firme para eleger deputadas, deputados e nossa senadora Benedita da Silva”, pronunciou o petroleiro.

Segundo a última pesquisa Meio/Ideia, Lula lidera os cenários de primeiro e segundo turno contra a extrema direita. Na simulação com Flávio Bolsonaro (PL), Lula registra 40,4% das intenções de voto e o senador aparece com 32% no primeiro turno. Com a ex-primeira-dama como candidata do PL, Lula mantém os 40,4% das intenções de voto, e Michele registra 29,4%.

A campanha de Lula no Rio será coordenada pelo vice-presidente do PT e prefeito de Maricá, Washington Quaquá. O diretório estadual do partido anunciou que a chapa nas eleições majoritárias será formada por Eduardo Paes (PSD) para o Governo do Estado, Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD) para o Senado.

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