EUA x Irã: Entenda os acontecimentos que levaram ao fim do cessar-fogo

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O cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã terminou, com o conflito entre os dois lados se intensificando na última semana. Teerã e Washington assinaram um acordo provisório no mês passado.

Aproximadamente 430 soldados americanos ficaram feridos no conflito até o momento. O Pentágono informou na segunda-feira (20) que, desde 7 de julho, 100 militares ficaram feridos, mas que 96% já retornaram ao serviço.

Não está claro quantos desses, se houver algum, estão incluídos no total de 430 do banco de dados público do Pentágono.

Após um breve cessar-fogo , os combates se intensificaram por volta de 7 de julho, incluindo ataques dos EUA contra o Irã e ataques iranianos contra as forças americanas no Oriente Médio.

Na última semana, Trump ameaçou ampliar os alvos atingidos no Irã para incluir usinas de energia e pontes, enviando tropas terrestres para tomar o centro petrolífero e Ilha de Kharg e bombardeando um local subterrâneo com ligações nucleares conhecido como Montanha da Picareta.

Fontes disseram à agência de notícias Reuters que as recentes ondas de ataques dos EUA contra o Irã , com o objetivo de forçar a abertura do Estreito de Ormuz, também visam capacidades militares iranianas que os EUA gostariam de destruir antes de executar operações mais complexas contra o Irã.

Entenda os acontecimentos que levaram ao fim do cessar-fogo

7 de julho: O Irã dispara contra três navios comerciais em águas territoriais de Omã, perto do Estreito de Ormuz, segundo uma autoridade dos EUA. O CENTCOM (Comando Central dos EUA) afirma ter realizado ataques contra o Irã como “punição”.

8 de julho: O Irã alerta que dará uma “resposta esmagadora” aos ataques dos EUA, e o IRGC (Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica) do país afirma ter lançado ataques contra 85 alvos militares americanos no Bahrein e no Kuwait.

Trump critica duramente o Irã, classificando-o como um povo “maligno e doentio”, durante a cúpula da Otan na Turquia, e declara que o memorando de entendimento “chegou ao fim”. Horas depois, os EUA realizam novos ataques contra o Irã.

9 de julho: Teerã afirma que as forças armadas dos EUA atingiram uma ponte ferroviária no norte do Irã. O CENTCOM DIZ que os EUA atacaram cerca de 90 alvos militares em mais uma rodada de ataques. Uma autoridade americana diz à CNN que ambos os países continuam engajados em negociações técnicas sobre questões nucleares.

10 de julho: Trump diz que os EUA concordaram em prosseguir com as negociações com o Irã, mas também que Washington comunicou a Teerã que o cessar-fogo não está mais em vigor.

O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirma que Teerã está preparada para uma “defesa total” caso os EUA rompam o acordo. A administração Trump impõe novas sanções a Teerã.

11 de julho: O ministro das Relações Exteriores do Irã acusa os Estados Unidos de violarem uma cláusula do memorando de entendimento referente ao programa nuclear de Teerã.

12 de julho: O IRGC anuncia o fechamento do Estreito de Ormuz após disparar um tiro de advertência contra uma embarcação que tentava utilizar uma rota não autorizada para atravessar a via navegável. Os militares dos EUA realizam novos ataques contra o Irã e insistem que o estreito permanece aberto.

13 de julho: Ataques dos EUA em território iraniano prosseguem durante a tarde, deixando pelo menos dois mortos, segundo a imprensa iraniana. Trump afirma que restabelecerá o bloqueio a navios iranianos no Estreito de Ormuz. Os EUA realizam novos ataques contra o Irã durante a noite.

14 de julho: O IRGC afirma ter “atingido e neutralizado” o que classificou como dois “supertanques rebeldes”. Dois navios-tanque relatam ter sido atingidos por mísseis enquanto navegavam pela rota sul do Estreito de Ormuz, segundo o centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido.

Os EUA realizam novos ataques durante a noite.

15 de julho: O Irã afirma que ataques dos EUA contra o país mataram mais de 30 civis nos últimos dias. Em retaliação aos ataques americanos, Teerã diz ter visado infraestruturas militares dos EUA no Kuwait, no Bahrein e na Jordânia.

16 de julho: Uma explosão é ouvida em Teerã, enquanto a mídia estatal relata ataques em todo o país. As forças armadas da Jordânia e do Kuwait informam ter interceptado ataques iranianos. Naquela noite, os EUA lançam novos ataques, com relatos de investidas em várias partes do Irã.

17 de julho: Kuwait, Bahrein, Jordânia e Catar relatam mais ataques iranianos. O Kuwait afirma que o Irã atingiu uma usina de geração de energia e dessalinização de água.

Os EUA atacam o Irã novamente. Teerã alega ter atacado forças dos EUA na Síria, embora militares americanos e autoridades sírias contestem essa informação. Um ataque iraniano contra a Jordânia mata dois militares americanos e deixa outro desaparecido em combate.

18 de julho: Ataques dos EUA danificam uma usina de dessalinização no sul do Irã, segundo o vice-governador da província de Hormozgan. Kuwait, Bahrein, Jordânia e Arábia Saudita relatam o acionamento de alertas ou a interceptação de ataques iranianos, enquanto o Kuwait informa que outra usina de energia e dessalinização de água foi atingida. Um militar americano morre em combate no Iraque.

19 de julho: Os EUA lançam novos ataques contra o Irã. Explosões são ouvidas em Bandar Abbas e na ilha de Qeshm, segundo a mídia estatal iraniana. Enquanto isso, o Bahrein e o Kuwait informam ter interceptado múltiplos ataques aéreos iranianos; o Kuwait relata que uma usina de energia e dessalinização foi atacada pela segunda vez em dois dias.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirma que seu país está aberto à diplomacia com o Irã.

20 de julho: As forças armadas dos EUA realizam a nona noite de ataques contra o Irã. Há relatos de uma embarcação em chamas perto do Estreito de Ormuz, enquanto a Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) afirma ter atacado dois navios-tanque.

O Irã lança uma nova onda de mísseis, e o Kuwait e a Jordânia informam ter respondido a ameaças de drones. O Ministério das Relações Exteriores do Irã declara que não implementará o Memorando de Entendimento (MoU) após Washington tê-lo “violado”.

UM CNN noticia que mediadores levantaram a possibilidade de um cessar-fogo de 10 dias entre os EUA e o Irã.

21 de julho: Mais uma rodada de ataques dos EUA contra o Irã é realizada durante a noite, estendendo-se até esta terça-feira.

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