Real Time: Cleitinho lidera disputa pelo governo de MG em meio à indefinição sobre candidatura

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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera todos os cenários de primeiro e segundo turno para o governo de Minas Gerais testados pela pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta quinta-feira (30). A candidatura do parlamentar, no entanto, segue indefinida. Enquanto Cleitinho diz que segue pré-candidato ao Palácio Tiradentes, o Republicanos anunciou que considera encerrado o projeto eleitoral do senador.

No principal cenário de primeiro turno, Cleitinho registra 36% das intenções de voto. Em seguida aparecem Alexandre Kalil (PDT), com 15%, Patrus Ananias (PT), com 14%, Mateus Simões (PSD), com 10%, e Gabriel Azevedo (MDB), com 7%. Nos demais cenários em que o senador é incluído, ele oscila entre 37% e 38%, mantendo ampla vantagem sobre os adversários.

Nos cenários de segundo turno, Cleitinho também vence todos os concorrentes testados. Ele tem 48% contra 36% de Patrus Ananias, 47% diante de 33% de Alexandre Kalil e 49% ante 27% de Mateus Simões.

Sem o senador, porém, a disputa perde um favorito. No único cenário de primeiro turno em que seu nome não aparece, Alexandre Kalil registra 20% das intenções de voto e Patrus Ananias soma 17%, em empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Marcelo Aro (PP), apontado como alternativa da direita caso a candidatura de Cleitinho não se concretize, estreia com 15%, seguido por Mateus Simões (10%) e Gabriel Azevedo (8%).

A pesquisa Real Time Big Data ouviu 2 mil eleitores de Minas Gerais entre os dias 25 e 29 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Cenário indeterminado

Em entrevista ao Conexão BdF – 2ª Ediçãoo cientista político Juarez Guimarães, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), afirmou que o impasse reflete dificuldades de articulação da direita no estado. “Isso tudo se revela no cenário de MG, na incapacidade de conseguir apoio de (Romeu) Zema e estabelecer bases nas principais lideranças da direita no estado”, afirmou. Para o pesquisador, diante desse quadro, “o cenário em Minas torna-se indeterminado”.

Na avaliação do sociólogo Rubens Goyatá Campante, pesquisador do Centro de Estudos Republicanos Brasileiros (Cerbras/UFMG), uma eventual retirada de Cleitinho não significaria a transferência automática de seus votos para outro candidato.

“A ausência do Cleitinho aumenta o número de indecisos e de pessoas que pretendem anular ou votar em branco. A direita tem mais condição de ganhar esses votos, porque esse público que diz que vai votar nulo ou em branco é justamente o pessoal antissistema, que consome a antipolítica de forma rasa”, analisa.

O Republicanos realizou a convenção partidária em Minas Gerais no último sábado (25), sem a oficialização das candidaturas ao governo e ao Senado. O prazo final para definição é 5 de agosto. Após esse período, os nomes devem ser registrados na Justiça Eleitoral até o dia 15 do mesmo mês.

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