A China afirmou, nesta quarta-feira (21), que defenderá “uma ordem mundial baseada na ONU”, um dia após anunciar que havia sido convidada a participar do “Conselho de Paz” criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que deve funcionar como um comitê paralelo de mediação de conflitos.
“Não importa como muda a situação internacional, a China defende firmemente o sistema internacional com as Nações Unidas em seu centro, uma ordem internacional baseada nos objetivos e princípios da Carta da ONU”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun. Pequim não afirmou diretamente, porém, se recusa o convite feito pelos EUA.
Inicialmente, Trump afirmou que a criação do Conselho de Paz teria como objetivo supervisionar a reconstrução de Gaza após os ataques israelenses. Apesar disso, há pontos que conferem ao presidente estadunidense amplos poderes de interferência no direito internacional.
Também nesta quarta-feira, a Noruega rejeitou o convite para integrar o comitê, afirmando que “a proposta dos EUA levanta uma série de questões que exigem um diálogo mais profundo”. A proposta, porém, foi aceita pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e pelo presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi.

