A presidente da Venezuela em exercício, Delcy Rodríguez, participou nesse sábado (24) da Jornada de Assistência Social em La Soublette, Catia La Mar, para prestar auxílio a mais de 5,5 mil famílias como parte do desenvolvimento das políticas sociais do governo bolivariano e das ações de recuperação dos danos causados pela agressão militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro.
Rodríguez visitou casas e conversou com famílias afetadas pelo ataque militar estadunidense em áreas de Caracas e nos estados de Aragua, Miranda e La Guaira, que deixou mais de 100 mortos entre civis e militares, afetou a infraestrutura médica e científica e centenas de casas, além de resultar no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.
Rodeado por moradores, a presidente em exercício enfatizou que “não pode haver paz econômica sem paz social” e destacou que a vontade do governo é guiada pelo “libertador Simón Bolívar”. “Para trazer felicidade ao nosso povo; para garantir o futuro de nossos filhos”, acrescentou.
Ao mencionar o local onde se encontrava no momento, em Catia La Mar, setor Las Casitas, a presidente lembrou que “o local foi impactado e afetado pelo bombardeio de 3 de janeiro”, com “casas completamente destruídas e 64 famílias afetadas”.
Ela enfatizou que “estes são conjuntos habitacionais civis, onde vivem pessoas sem qualquer ligação com as forças armadas e que não estão envolvidas em assuntos de segurança. Trata-se de uma população civil que foi atingida por mísseis”.
Ela destacou que, com o auxílio do governo local, estão trabalhando há duas semanas para recuperar as casas. “Instruímos as equipes a encontrar casas imediatamente para garantir um teto para nossos filhos, o mais importante, e para podermos curar a ferida da angústia deixada por este ataque.”
Ela acrescentou que isso é importante para a população venezuelana afetada, “que ainda sente o impacto e a angústia”. “Eles precisam saber que vamos implementar intervenções sociais e de saúde para garantir seu bem-estar físico e mental, porque sabemos que as pessoas foram traumatizadas.”
Rodríguez afirmou ainda: “Sabemos também que a dignidade do povo venezuelano é o primeiro escudo que temos para preservar nossa integridade como povo, integridade territorial e independência nacional”.
Unidade nacional
Ela enfatizou que “há uma necessidade premente de unidade nacional para salvaguardar a paz e a tranquilidade do nosso povo. Não pode haver diferenças políticas ou partidárias quando se trata da paz da Venezuela. Não pode haver divisões. A Venezuela deve estar unida como uma só nação.”
“É vergonhoso ver uma mulher venezuelana, que alega ser venezuelana, indo agradecer pelos bombardeios e pela agressão militar estrangeira contra a Venezuela. Não acredito que ela seja venezuelana, porque o povo venezuelano rejeita qualquer tipo de agressão que cause sofrimento ao nosso povo ”, destacou.
Ela concluiu afirmando: “Daqui, faço um apelo a toda a Venezuela. Venho dizendo isso desde 5 de janeiro, quando tomei posse em decorrência do sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. Jurei pelas crianças da Venezuela, pela juventude; jurei proteger o povo, e todos devemos cuidar uns dos outros e uma maneira de cuidar uns dos outros é saber preservar e garantir a convivência democrática em meio à nossa diversidade.”
“Existe diversidade, existe pluralidade, existem diferenças, mas existem valores supremos, e um deles é a paz, que deve nos unir; um valor supremo é a independência, a dignidade da Venezuela, que deve nos unir. E tenho visto muitos setores, divergentes politicamente, que estão unidos nessa posição.”
Posição da Rússia
O governo russo voltou a se manifestar publicamente contra o sequestro e a transferência forçada do presidente Nicolás Maduro. Em entrevista a agências de notícias, o vice-ministro das Relações Exteriores do país, Sergey Ryabkov, enfatizou que a libertação do chefe de Estado e da primeira-dama Cilia Flores é um passo essencial para a restauração do direito internacional, que foi violado pela Casa Branca.
Para o diplomata russo, a captura do líder bolivariano não é apenas um ato de pirataria política, mas também um precedente desastroso que põe em risco a segurança de todos os Estados soberanos. A Rússia sustenta que a imunidade de um presidente eleito pelo seu povo é sacrossanta e não pode ser violada pelos interesses das potências hegemônicas.
*Com informações da Telesur

