‘Plantar árvores é permanecer’: ação do MST homenageia Cuba e Venezuela, um mês após ataque dos Estados Unidos

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Plantar árvores é permanecer. Essa é uma forma com que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) tem expressado sua solidariedade aos povos do mundo decididos a ser livres. E para marcar um mês da agressão militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, o MST realizou nesta terça-feira (3) um ato simbólico de plantio de árvores em diversas partes do país. Em Brasília, a ação ocorreu nas embaixadas da Venezuela e de Cuba.

Ceres Hadich, da direção nacional do movimento, explica que, além do simbolismo, para o MST, essa é também uma forma de promover o debate com suas bases e promover a solidariedade internacional como um eixo unificador dos trabalhadores ao redor do mundo.

“É uma ação que massifica, envolve a nossa base, envolve a nossa militância, politiza e traz esse debate para a sociedade brasileira, que também é muito importante”, esclarece a dirigente.

“Essa é uma ação que está acontecendo aqui em Brasília, nas embaixadas de Cuba e Venezuela, mas em todo o Brasil a gente motivou a nossa militância a se somar em uma ação de plantio de árvores, que, para nós, está se transformando em uma cultura de resistência, mas também em anunciar esperança e resiliência para tempos difíceis”, afirma Hadich.

Para quem recebe, ações como essa enchem de esperança um povo que, ainda agredido, segue de pé, aponta o embaixador venezuelano no Brasil, Manuel Vadell.

“O MST sempre foi solidário com a Revolução Bolivariana e com a luta de todos os povos da América Latina e do mundo. Então, não esperávamos menos do MST e do povo brasileiro. Não temos nada mais além de agradecer ao MST, pois seguiremos caminhando juntos. E que tenham a confiança de que a Venezuela triunfará e teremos em breve o presidente Maduro e a companheira Cilia livres”, afirmou o diplomata.

“O povo venezuelano respondeu com uma grande unidade, uma maturidade impressionante em torno do comando da Revolução Bolivariana, em torno de todas as instruções que deixou o presidente Maduro e aí estamos unidos na rua, mobilizados tanto pela liberdade do presidente e de Cilia como pelas ações de governo para melhorar cada dia a vida do nosso povo”, completa.

Na embaixada de Cuba, os militantes sem terra homenagearam os militares cubanos mortos durante a agressão militar estadunidense na Venezuela, e destacaram a força do povo cubano que, há décadas, resiste a um bloqueio unilateral dos sucessivos governos dos Estados Unidos, intensificado pela política belicista de Donald Trump.

Para isso, Francisco Dal Chiavon explica que até a escolha das mudas esteve carregada de simbolismos.

“Aqui, plantamos plantas no mesmo berço. Por quê? Por aquilo que representa a unidade entre Brasil e Cuba, o Movimento Sem Terra e o movimento revolucionário cubano. Nós entendemos que essa unidade tem que ser profunda, e a raiz desta araucária pode descer à profundidade de 40 metros. Ela tem as raízes muito profundas para poder, em um período de seca, extrair a água e se manter sempre verde. Então, que a nossa amizade, que a nossa relação política e ideológica também seja profunda e seja permanente”, explica o militante sem terra.

Por sua vez, o embaixador cubano, Adolfo Curbelo Castellanos, relaciona o plantio de árvores à construção histórica do movimento de solidariedade a Cuba conduzido pelo MST.

“É uma iniciativa bonita, realmente com muito simbolismo, não só pelo que representa, como explicou a companheira do MST, o que representa plantar uma árvore, mas porque isto ficará aqui para sempre como um símbolo da expressão de solidariedade militante de sempre do MST para com Cuba e para com a revolução cubana e como uma expressão do sentimento profundo solidário que há no Brasil”, considera o embaixador.

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