‘Abordagem violenta e desproporcional’, diz diretor do MAB sobre ação de Israel contra flotilha

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A ação das forças de Israel contra mais uma flotilha que levava ajuda humanitária a Gaza foi “desproporcional e violenta”. É o que afirma Yuri Paulino, membro da direção nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Na embarcação, interceptada em águas internacionais, estavam três brasileiras que seguem sob o poder do governo de Benjamin Netanyahu.

As sequestradas são Beatriz Moreira, integrante do MAB; Ariadne Teles, advogada de direitos humanos e coordenadora da Global Sumud Brasil; e Thainara Rogério, desenvolvedora de software, nascida no Brasil e cidadã espanhola.

Em entrevista ao Conexão BdFsim Rádio Brasil de FatoIury Paulino denuncia a falta de informações oficiais a respeito das brasileiras e quais as condições atuais a que estão submetidas.

“A informação é que foram para um porto da Palestina ocupada e que estariam em um processo de triagem para depois serem mandadas para uma outra prisão, antes de serem deportadas. Não temos as informações concretas. Segundo o que foi repassado, apenas amanhã os consulados teriam acesso às pessoas sequestradas”, afirma.

Paulino destaca a forma com que o governo de Israel tem reprimido qualquer ação de solidariedade ao povo palestino. “As imagens demonstram uma abordagem violenta às pessoas que estavam simplesmente mandando ajuda humanitária aos palestinos. O indicativo que temos é que foi uma abordagem desproporcional, inclusive que desrespeita qualquer protocolo internacional. Ainda por cima contra um grupo que não representa qualquer risco a quem quer que seja. Estavam apenas levando ajuda”, denuncia.

Na manhã desta quarta-feira (20), o ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, divulgou um vídeo em que aparece entre ativistas da Flotilha Sumud Global mantidos no porto de Ashdod. A postagem veio acompanhada da frase “É assim que recebemos apoiadores do terrorismo”.

Nas imagens, os detentos aparecem ajoelhados, com as mãos presas por abraçadeiras plásticas e vendados. Uma ativista que gritou “Palestina livre” foi derrubada por um agente de segurança mascarado. Ben-Gvir dirigiu comentários provocativos aos detidos durante a visita. Segundo o jornal israelense Haaretzo grupo permanece em um armazém no porto, onde alto-falantes reproduzem o hino nacional israelense.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

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