Agência iraniana volta atrás e nega morte do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad

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Ao contrário do inicialmente informado, a agência de notícias iraniana Ilna disse que o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad, de 69 anos, não foi atingido pelos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã no sábado (28). De acordo com a agência, um dos colaboradores mais próximos do ex-presidente entrou em contato e desmentiu a informação.

Engenheiro civil de formação, ele foi o sexto presidente do país e governou no período de 2005 a 2013. Antes disso, entre 2003 a 2005, ele foi prefeito da capital Teerã e teve apoio do aiatolá Ali Khamenei, também morto nos ataques, para a eleição à presidência. De origem pobre, Ahmadinejad foi líder estudantil durante a Revolução Iraniana em 1979.

Com perfil nacionalista, ele foi um grande defensor do programa nuclear iraniano sob o argumento de que necessitava da energia para fins pacíficos. Durante seu governo, ele estreitou relações com o Brasil e chegou a negociar uma parceria de projeto nuclear que não foi adiante.

O período coincide com parte dos primeiros mandatos do governo Luiz Inácio Lula da Silva, que foi convidado pelo então presidente dos Estados Unidos Barack Obama a mediar o conflito entre EUA e Irã entre 2009 e 2010.

Entre 2010 e 2011, o Brasil era membro não permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), e Lula intercedeu para tentar diminuir as sanções dos Estados Unidos ao país persa.

Ataques

Os ataques dos Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) e seguem neste domingo (1º). Ontem as agressões estiveram direcionadas à capital Teerã e atingiram o centro da cidade em áreas próximas a grandes hotéis e shoppings, incluindo o aeroporto. As informações foram relatadas por jornalistas da Al Jazeera.

O Crescente Vermelho iraniano contabilizou um total de 201 mortos e centenas de feridos. O Poder Judiciário iraniano afirmou que bombardeios israelenses contra duas escolas primárias para meninas mataram 108 pessoas no sábado.

Neste domingo, os iranianos foram às ruas na capital Teerã para protestar contra os ataques e, em especial, contra o assassinato do aiatolá Ali Khamenei.

* Matéria foi alterada às 16h de domingo (1º) após agência Ilna corrigir informação

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